terça-feira, 26 de agosto de 2003

Uma Garganta com Atitude

Ana Carolina lança o CD "Estampado", que ela qualifica como seu disco mais corajoso e autoral


ana _carolina estampadoA frase pode soar apenas um trocadilho com o maior sucesso de Ana Carolina, mas propõe o maior desafio para a cantora de 28 anos. Com o CD Estampado, ela enfrenta o desafio de provar que é mais que uma Garganta, nome da composição dela e do gaúcho Totonho Villeroy que projetou a mineira nacionalmente entre 1999 e 2000. Os dois anos que separam Estampado do segundo disco de Ana Carolina, Ana Rita Joana Iracema e Carolina, renderam munição suficiente: 15 faixas e mais 10 canções que continuam inéditas.


Desta vez com a produção de Liminha, Ana Carolina diz ter produzido seu disco mais corajoso. Além de Totonho, ela amplia a tropa de parceiros com Vitor Ramil, Seu Jorge e Celso Fonseca, tocando sambas, emboladas, música pop e até uma balada bem Roberto Carlos em parceria com Chico César, além de uma composição de Totonho e Bebeto Alves, Uma Louca Tempestade, lançada no CD Juntos 2. Acompanhe a seguir trechos da entrevista de Ana Carolina, feita por telefone a partir do Rio.



O que é “Estampado”

"É meu CD mais autoral e mais sincero. Das 15 faixas, sou compositora em 13 delas, e não há nenhuma regravação. Como no meu primeiro disco (Ana Carolina, de 1999), Estampado tem muita variedade de gêneros, mas agora é algo orgânico, não aquela ansiedade de tocar tudo ao mesmo tempo."


Os parceiros novos


"Sempre adorei a obra de Vitor Ramil. Telefonei para ele e, logo em seguida, Vitor me mandou quatro melodias. Acabamos compondo a romântica Nua, melodia dele e letra nossa. Com Seu Jorge, compusemos duas músicas em 40 minutos. Temos identidade musical, eu e ele conhecemos aqueles sambas bem antigos. Minha parceria com Chico César surgiu quando fomos comprar um violão em São Paulo. Na loja mesmo, mostrei a melodia, e depois completamos Mais que Isso."


Herdeira de Cássia


"Não existe isso de sucessão. Não há sucessora de Cássia Eller, de Zélia Duncan, de Elis Regina. Cada artista deve criar o seu próprio espaço."


Liminha Produtor






"Sempre quis trabalhar com ele. Em momento algum houve discordância, acho que ele trouxe para o CD a sensibilidade de perceber quais músicas poderiam funcionar nas rádios. Nua, por exemplo, quase ficou de fora. Mas ele insistiu, observou que é o tipo de canção que não cansa o ouvido."


De dedo em riste


"Liminha disse que o que me atraía nele era que eu fazia MPB com atitude de rock. Quando estou no palco, canto de dedo em riste, é um verso gritado."


O futuro despojado


"Estampado fecha uma trilogia, uma fase na minha vida. Depois dele, vou procurar outras coisas para me divertir. Talvez um disco mais vazio, só de voz e violão. Estampado tem muitas cordas, é um disco cheio, e vou querer radicalizar para o outro lado. Estou prestando atenção no trabalho de Marcelo D2 e do Los Hermanos."


Fonte: Renato Mendonça / Jornal Zero Hora

quarta-feira, 6 de agosto de 2003

Carta Maior entrevista Ana carolina

"Mais do que minha música, eu pretendo deixar uma mensagem de liberdade para as pessoas."


Carta Maior - Você fala no DVD sobre o seu processo criativo e compara-o a um quadro que vai sendo pintado lentamente com sobreposição de camadas de cores. Contrariando isso, já houve uma canção sua que tenha nascido pronta?
Ana Carolina - Hoje eu tô sozinha nasceu pronta, inteirinha.

CM - Em outra passagem do DVD você demonstra uma preocupação com a duração de uma música. Há limitações impostas pela gravadora no que diz respeito à quantidade de músicas, ao tempo e ao jeito de cada uma?
AC - É quase um folclore esta história de gravadora interferir no processo criativo, pelo menos comigo, não sei se é porque tenho sorte ou coisa parecida. Para se ter uma idéia, durante as gravações, ninguém da gravadora apareceu no estúdio. Existe uma relação entre mim e a gravadora sem dúvida, eu lancei meus três trabalhos pela BMG, minha primeira e única gravadora até aqui. Esta música a que você se refere é a Só fala em mim que eu achava que não deveria ficar muito longa e achei que ela devia ficar com aquele tempo exato com que ficou no disco. Era uma exigência minha comigo mesmo.

CM - Você se considera uma perfeccionista?
AC - Bastante, bastante. Acho que, no fim das contas, eu nem consigo fazer uma coisa perfeita, mas eu tento, na medida do possível, fazer coisas em que eu acredito, que sejam verdade. Então, eu fico muito criteriosa, muito exigente e com vontade de que o resultado seja o que imaginei. Isso é sempre complicado.

CM - Quanto há de processos tecnológicos envolvidos na hora de compor? Ou você realmente compõe só com violão e caderno de notas?
AC - Não há processo tecnológico algum. Eu vou para o estúdio com as canções todas prontas. Bem que eu gostaria de, numa hora destas, fazer uma música dentro do estúdio. Mas eu levo a canção pronta para o estúdio para que a coisa seja feita a partir do violão: gravamos o primeiro violão, gravamos uma voz guia e depois a instrumentação vai entrando posteriormente na medida em que for sendo preciso ou cabível.

CM - E como foi estar em estúdio com o Liminha?
AC - O Liminha é um mestre. Ele tem um conhecimento arrojado de som. Ele trouxe outras atmosferas para o meu som orgânico. Eu sempre acreditei muito naquela coisa de colocar uma banda dentro do estúdio tocando ao vivo comigo, tocando junto e gravando junto e o Liminha apresentou-me a outras coisas, como programações, das quais eu tinha um pouco de preconceito, pois achava mais bacana tudo tocado ali, ao vivo. Mas, neste disco, eu dei abertura para coisas como as programações e para algumas coisas eletrônicas entrarem. Uma das canções que se destaca neste aspecto é O beat da beata que é uma música bem programada, mas que mantém uma identidade com o restante do trabalho pelo violão de nylon que está em todo o disco.

CM - Você declarou que um disco nunca fica pronto, que ele é abandonado em um dado momento. E as parcerias? Também são abandonadas?
AC - Uma vez que dois parceiros se encontram, há uma possibilidade enorme de manter contato novamente. Uma música só é muito pouco por causa da vontade que a gente tem de fazer música. Com certeza outras parcerias surgirão, não só com o Vitor Ramil, com o Chico César, com o Celso Fonseca ou com o Totonho, mas até com outras pessoas, porque eu gosto muito desta abertura, adoro trocar. Seu Jorge, por exemplo, inaugurou a parceria com duas músicas e pretendo fazer outras canções com ele também.

CM - Em Mais que isso, como foi a síntese entre a calma que o Chico César transparece e este seu jeitão mais nervoso, mais roqueiro, mais ouriçado?
AC - Eu fui comprar um violão em São Paulo na companhia do Chico César e cantarolei Mais que isso que era uma música para a qual eu já tinha feito toda a melodia e um pedacinho da letra. Ele gostou, nós fomos para a casa dele e terminamos a música juntos. Foi uma coisa muito natural, muito tranqüila. O engraçado desta parceria é que a música é toda minha e a letra é quase toda dele, mas muita gente pensa o contrário porque a música parece-se um pouco com as coisas melódicas do Chico.


CM - Como ficou bem claro no DVD, você era fã do João Bosco. Agora é sua colega. Ele mudou?
AC - Eu acho que “colega” só agrega um novo componente à “fã”. Eu não deixo de ser fã ao tornar-me colega destas pessoas que participaram do DVD. Existe uma coisa quando alguém se torna um artista conhecido, midiático, que é a crença de que, por ele agregar um grupo de pessoas como seus fãs, ele deixa de ser fã dos seus ídolos. Ali no DVD, naqueles momentos específicos que falam de comportamento, eu quis fazer, juntamente com a Mari Stockler que é a diretora do DVD, esta brincadeiras com os fãs e mostrar um pouco de quem eu sou fã, porque o fato de passar a ser colega não tira nem um pouco da admiração. Na verdade, isso só aumenta a admiração, até pela generosidade de estarem ali ao meu lado, participando do DVD.

CM - Quem conhece teu trabalho e tuas influências sabe que você já ouviu de tudo, de Lupicínio a Zé Ketti, entre os Chicos, do Buarque ao César... O que você está ouvindo agora?
AC - Eu realmente escuto muitas coisas, não só coisas novas. Eu estou escutando agora um disco antigo do Sting, o Fragil. É meio antigo, mas eu gosto de escutar estas coisas antigas. Eu não tenho muito critério para a escolha do que ouço. Há pouco tempo, eu fiz uma pesquisa ampla sobre o funk no Brasil. É uma curiosidade minha a de saber como é esta música no Brasil. Eu cheguei a ir num baile funk da Rocinha e fiquei muito impressionada com a comunicação que existe entre o funk e aquelas pessoas que estão ali dançando. Eles registrm um pouco do preconceito de que são vítimas em várias músicas. Uma que me chamou muito a atenção diz: “É som de preto, é som de favelado, mas quando toca ninguém fica parado”, expressando um pouco da revolta deles. Eu me interessei muito por este discurso de reclame do funk.. Isso foi naquela época, agora estou escutando Sting... e isso não tem regra e não tem nada a ver com o momento criativo. Ouvir coisas várias e diversas me deixa com conhecimento mais amplo para criar.

CM - Sua timidez é famosa. Como foi estar o tempo todo sendo filmada para o DVD?
AC - Foi complicado. Desde o princípio, eu falei para a Mari Stockler que eu não faria nenhum mis en scène, nenhuma cena programada, que só faria aquilo que fosse realmente verdadeiro, por isso optamos por câmeras menores, assumimos possíveis desfalques no áudio, como, por exemplo, a parte do Chico César que foi gravada com uma câmera de mão pequenininha. Hoje em dia, estamos sendo filmados em toda parte: no meio das ruas, no elevador, em empresas... a gente se acostuma... e chegou uma hora que eu já estava bem acostumada com o fato de ter alguém filmando. Obviamente, eu assisti à edição (risos). No fim das contas, eu achei muito bom, muito produtivo ter no DVD o registro de, por exemplo, um momento de criação meu ali com o Chico que foi uma coisa verdadeira, muito bacana de ter registrado como a música se deu, como a música aconteceu.

CM - Você vem de uma família de músicos. Você gostaria de ter um filho músico também?
AC - Eu gostaria de saber que um filho meu fizesse música e que gostasse deste meio. Mas rola aquele medo de ter um filho e ficar imaginando que ele poderia virar músico... e se ele resolve ser arquiteto ou médico! (risos)

CM - Além da tua estética, o que você quer deixar de legado para um mundo futuro?
AC - Acima de tudo a minha liberdade. Mais do que a música, eu tenho vontade de passar para as pessoas um senso de liberdade. Eu sei que é meio clichê dizer isso, mas penso que hoje em dia é preciso ter liberdade acima de tudo. Eu vejo uma inversão de valores muito grande em todos os sentidos na atualidade, por exemplo, os jovens querem fazer uma universidade, querem formar-se. Para isso, eles têm um menu de opções: medicina, jornalismo, hotelaria etc. e acabam ficando restritos a este menu por várias questões: por grana, por imposição dos pais. Raro quem faz algo por vontade mesmo. Eu acho que primeiro nasceu a VONTADE de curar e depois uma instituição chamada medicina. Eu, por exemplo, digo por mim mesmo, abandonei o curso de Letras que era a única coisa do meu menu que me chamava mais atenção porque eu gostava de ler e isso me ajudava a fazer as letras das canções que eu sempre tanto gostei de fazer, mas eu abandonei porque, na verdade, eu queria era cantar! Enquanto eu cursava Letras, eu tocava em bares, era isso que me movia, essa VONTADE de ser música e, felizmente eu consegui virar esta história. Muitas pessoa tem uma vontade natural de exercer uma profissão, sei lá o quê... gosta de plantas e quer ser jardineiro, mas há toda uma imposição familiar, social para ser jornalista, advogado ou qualquer coisa assim institucionalizada. No campo sexual também as pessoas são muito limitadas. Eu vejo heteros que gostariam de experimentar outro tipo de relação e vejo gays que sempre foram gays e que já não conseguem experimentar uma relação hetero. As pessoas se privam de muitas coisas fundamentais por enquadramento ao sistema. Mais do que minha música, eu pretendo deixar uma mensagem de liberdade para as pessoas. Isso é o mais importante.

CM - Para atingir esta liberdade, você transgride? Você se considera uma transgressora?
AC - Eu sou uma pessoa muito à vontade e tranqüila com tudo o que faço em minha vida. Não me sinto uma transgressora. Acho que muita gente já transgrediu antes de mim. Este meu desejo de liberdade, não é um texto original, não estou criando nenhum tipo de liberdade. Para mim, a maior ofensa é ver pessoas presas dentro de esquemas.

CM - Nesta semana, o ministro Gil falou que o pandeiro é uma espécie de cartão de visita da MPB no mundo. Você como uma exímia pandeirista, o que acha disso?
AC - O samba é realmente uma coisa muito importante para o Brasil lá fora. A única coisa que me incomoda um pouco é que, em alguns momentos, os EUA, por exemplo, desejam que nós permaneçamos exóticos, pois isso faz aparentar que continuamos e continuaremos no terceiro mundo. Acho que brasileiro faz música muito bem, eu só não gosto de uma tentativa de nos deixar exóticos, como algo estranho e diferente. Nosso samba é música de raiz, que nos dignifica e que é importante para nós como exaltação da nossa cultura e não como algo que nos torne exóticos.

Fonte: Eduardo Carvalho/ Agência Carta Maior

terça-feira, 22 de abril de 2003

De Graça - Ana Carolina canta no Pátio Brasil

7 cópia



Ana Carolina ficou longo tempo na estrada com a turnê do Ana Rita Joana Iracema e Carolina, o CD lançado em outubro de 2001. Em Brasília, se apresentou em maio do ano passado no Americel Hall. Há três meses vem se dedicando à gravação do terceiro álbum.



Depois de passar a semana santa com a família em Juiz de Fora (MG), ontem já estava no estúdio Nas Nuvens, no Rio de Janeiro. Lá, sob direção do produtor Liminha, retomou os trabalhos, dando os últimos retoques ao disco de canções inéditas e algumas recriações. O lançamento está previsto para o começo de julho.

Hoje, a cantora e compositora mineira interrompe as gravações e vem a Brasília, onde faz show às 19h na Praça Central do shopping Pátio Brasil (Avenida W3 Sul), pelo projeto Vitrine MPB. De acordo com a empresária da artista, por ser apresentação fora da turnê, não haverá participação de banda.Assim, o que se verá é um recital de voz e violão, no qual Ana Carolina vai interpretar músicas dos dois primeiros álbuns praticamente da maneira como foram criadas. A cantora é dada a fazer comentários entre um bloco de canções e outro. E esse formato de show contribui para que estabeleça maior interação com a platéia. (IRL)

ANA RITA JOANA IRACEMA CAROLINA
Recital de voz e violão com a cantora Ana Carolina pelo projeto Vitrine MPB, em que ela cantará músicas de seus dois primeiros álbuns. Na Praça Central do Pátio Brasil (SCS). Hoje, às 19h. Acesso livre.


Fonte: Correio Braziliense - Caderno C

quarta-feira, 20 de novembro de 2002

Chat na uol com Ana Carolina

Bate Papo com Ana Carolina no Uol


Ana Carolina: Boa tarde... cheguei!!


RICO BONITO E BOM DE BRIGA fala para Ana Carolina: Lenine é uma influência pra vc?


Ana Carolina: Foi a partir do disco "Olho de Peixe", Lenine e Suzano que aprendi a tocar pandeiro.


Maycon... fala para Ana Carolina: ana vc é uma cantora muito tudo te adoro inclusive uso suas musicas nas mionhas aulas de dança até ganhai o festival de dança da minha escola com a música Ela é bamba que particularmente eu adoro !!


Ana Carolina: Maycon... : Valei, Maycon. Que você continue a dançar com minhas músicas. com certeza você também é Bamba!!


Igor fala para Ana Carolina: Olá Ana ......Como surgiu o nome do seu album :“Ana Rita Joana Iracema e Carolina “ ???


Ana Carolina: Igor: Este é um disco que fala do universo feminino. E estes nomes sào títulos de canções do Chico Buarque.


Giovana fala para Ana Carolina: Ana gostaria de saber como foio começo de sua carreira e se hoje vc tem algumsonho que ainda não realizou profissionalmente?


Ana Carolina: Giovana: Tuda realização profissional, para mim, vem atrvés de conquistas diárias. E o começo da minha carreira não foi fácil, mas sempre trabalhei com muito prazer porque faço o que gosto.


She fala para Ana Carolina: OI, Ana ... queria dizer que gosto muito das suas músicas e de vc...e queria saber se o seu novo sucesso é alguma história sua...


Ana Carolina: She: Não... na verdade eu costumo compor com a imaginação e não com a emoção.


Sargent Peppers fala para Ana Carolina: VC se considera mais interpréte ou compositora???Pois os seus maiores sucessos sao musicas de outros autores...


Ana Carolina: Sargent Peppers: Como intérprete ou compositora me sinto muito bem. Quem de ós dois é uma versão minha e de Dudu Falcão.


médic@ fala para Ana Carolina: Ana vc é LINDA, canta maravilhosamente e merece todo este sucesso pois tem TALENTO o que andava bem em falta na nossa querida MPB!!!!!!!


Ana Carolina: médic@: Fico feliz com seu comentário e mais feliz ainda de poder fazer parte desta sigla tão importante, chamada MPB.


Danusa fala para Ana Carolina: Ana, vou hoje no seu show no Directv, gostaria q vc autografasse meus cds, sera possivel??


Ana Carolina: Danusa: Claro! É só aparecer no camarim, no final do show.


Sir Lancelot fala para Ana Carolina: Gostaria de Saber e/ou conhecer quais foram as influências sobre seu estilo musical, ?


Ana Carolina: Sir Lancelot: Muitas influências. Como Chico Buarque, Maria Bethânia, Billy Holiday, Nina Simoni... e tantos outros.


cool-rj fala para Ana Carolina: o que vc ta preparando de novo pra gente em 2002


Ana Carolina: cool-rj; Um novo CD, a partir do segundo semestre.


Bjork_Fernanda_Fuleira fala para Ana Carolina: Carissima Ana,,, existe algum violao q seja de estimacao dentre os q vc toca nos shwos?


Ana Carolina: Bjork_Fernanda_Fuleira: Olá, Fernanda! Tô conhecendo você. Tenho em casa, pra ser exata, 14 instrumentos. Alguns antigos, outros novos... mas todos de estimação.


Cristynah fala para Ana Carolina: Olá Ana, tudo bem? Gostaria de matar uma curiosidade: ouvi dizer que vc é filha do maestro Benito Juarez, aqui de Campinas; é verdade?


Ana Carolina: Cristynah: Não, não é verdade. Meu pai é mineiro, e já faleceu.


bete fala para Ana Carolina: Ana, como foi a composição da música Ëu não gosto de Joana...", acho um barato.


Ana Carolina: bete: Logicamente fiz pra uma pessoa que eu não gostava. Só troquei o nome, pra não ficar tão direto. Na verdade, todo mundo tem alguém que não gosta.


CARIOCA fala para Ana Carolina: Oi, Ana maravilhosa!! Gostaria de saber se há projetos para algum novo clip


Ana Carolina: CARIOCA: Em março do ano que vem, deverá sair um novo clip, já com a quarta música de trabalho.


kREMPEL fala para Ana Carolina: o QUE VC ACHA DE CANTORAS COMO SHERYL CROWN? ELA INFLUENCIOU O TEU ESTILO?


Ana Carolina: kREMPEL; Ela é muito boa, mas não faz parte das minhas influências.


Ale fala para Ana Carolina: Ana é difícil finalizar a escolha de um repertório paraa gravação de um disco? Pinta aquela dúvida de que poderia se acrescentar mais ou tirar? Ou isso acontececom o tempo?


Ana Carolina: Ale: Eu começo com um repertório fechado. Com o passar do tempo, ele vai se alterando de acordo com a minha sensibilidade e com o que eu quero do a'lbum. Mas tudo acontece naturalmente.


Jun grita com Ana Carolina: Gostaria de saber se vc vem pro interior paulista??


Ana Carolina: Jun: No início do ano que vem. Percorreremos o interior de SP, pela segunda vez nesta turnê. Nos encontramos em breve.


camilla fala para Ana Carolina: ANA qual sua idade e quanto tempo tem de carreira


Ana Carolina: camilla: Tenho 27 anos e 8 carreira.


Suellen fala para Ana Carolina: Ana, o q vc tem a falar para as pessoas q criticaram seu último trabalho....dizendo q achavam q estaria chegando um novo "Caetano Veloso" e q não foi bem assim...q tu acabou acompanhando o q a mídia vende??


Ana Carolina: Suellen: Eu vou lá saber o que a mídia vende. Nunca existiu fórmula pra sucesso... se existisse qualquer um faria. Meu segundo disco, inclusive, é um disco mais altoural, e só pra lembrar, quando estou em estúdio, fico isolada do mundo. falo pouco até com a minha família. Pouco me importa o que estão falando de mim.


ARLINDOJR.RJ pergunta para Ana Carolina: QUE MÚSICA VC GOSTARIA DE GRAVAR E AINDA NÃO FOI POSSÍVEL??????


Ana Carolina: ARLINDOJR.RJ: Tudo é sempre possível. Talvés emn algum momento da minha carreira eu resolva garvar coisas como "Móbilie", do Moska, Construção, do Chico, e muitas outras...


groselha_fuleira fala para Ana Carolina: Ana, como é estar em casa, de folga e alguém virar pra vc e dizer “ah, canta (sei lá, é um exemplo), Joana!!“ Dá uma impressão de trabalho ou não?


Ana Carolina: groselha_fuleira: As vezes canto numa boa... as vezes não quero cantar nada porque estou cansada, mas normalmente não desgrudo do violão, em casa.


Trancada pergunta para Ana Carolina: Olá Ana! Você é muito nova e faz muito sucesso, como tudo começou?


Ana Carolina: Trancada: Tudo começou há 8 anos, em bares de Minas.


Anders di Italia fala para Ana Carolina: ola parabens pelo sucesso...........quando vc vem em Milao-Italia fazer um show p/ nos brasileiros? Ana Carolina: Anders di Italia: Já estive na França, e estou voltando de Portugal. Itália, provavelmente, vai ficar pra maio do ano que vem.


Vanessa fala para Ana Carolina: O que vc acha de ser comparada com Adriana Clacanhoto e Cássia Eller ?


Ana Carolina: Vanessa: Eu nem sabia que era comparada com a Adriana Calcanhoto... as comparações existem, embora eu acha que não pareça, de qualquer forma admiro o trabalho das duas.


ARLINDOJR.RJ pergunta para Ana Carolina: O QUE NÃO PODE FALTAR NO SEU REPERTÓRIO MUSICAL?????


Ana Carolina: ARLINDOJR.RJ: "Tarncado", e atualmente, "o rio".


emanuelly fala para Ana Carolina: Oi Ana queria saber se vc tem filhos e como é sua relação com ele?


Ana Carolina: emanuelly: Não tenho filhos... mas adoro criança.


kREMPEL fala para Ana Carolina: QUAL A SUA OPÇÃO SEXUAL, CAROLINA?


Ana Carolina: kREMPEL: Minha opção sexual é pessoal, e assim quero que continue.


*Baixista* fala para Ana Carolina: Ana, oq vc está achando do seu sucesso, em q lugar ele mais se desenvolveu??


Ana Carolina: *Baixista*: Estou tendo uma resposta muito positiva em todo Brasil.


Renato fala para Ana Carolina: Ana, assisti 2 de teus shows em SP (sesc belenzinho e interlagos), bom, admiro a forma que você canta, interpreta e arranja as músicas. Gostaria de que vc falasse o que é o amor para você


Ana Carolina: Renato: Difícil responder uma pergunta tão prolixa. Mas acredito que o amor é uma porta que pode te levar para vários lugares. Lugares que muitas vezes a gente não conhece.


anjinha fala para Ana Carolina: Você Você pensou que atingiria a quase todas as faixas etárias com suas músicas ou apenas algums?


Ana Carolina: anjinha: Nunca pensei exatamente nisso. Mas o meu público vai de 16 a 60 anos. Coisa que me deixa muito feliz.


Ana Carolina: Adorei estar aqui com vocês. Estou indo, agora, para o DIRECTV, poi tenho show hoje as 22h. Aproveito para convidar a todos os paulistas, hoje e amanhã. Também convido os cariocas para os shows no Rio, em dezembro, no Canecão. Beijos e até lá!!



Fonte: UOL

terça-feira, 13 de agosto de 2002

Uma Voz Marcante na MPB

Cantora chega de mansinho e conquista o público com seu carisma e voz potente


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Essa doce mineira chegou de mansinho e logo foi conquistando seu espaço nas rádios e nas Tvs com seu jeito simples e sua voz potente. Seu primeiro CD estourou no mercado com mais de 160 mil cópias vendidas. O atual trabalho, em apenas duas semanas, era um dos mais vendidos no Rio de Janeiro e São Paulo. Estamos falando de Ana Carolina. Quem não se lembra de Garganta, hit que integrava a trilha da novela global, Andando nas nuvens, que a tornou conhecida na grande mídia? Isso sem falar num de seus sucessos mais recentes, Quem de nós dois, tema romântico da novela Um anjo caiu do céu, que ficou longo tempo no topo das paradas das rádios de todo país . Ana interpretou essa versão, da canção italiana La mia storia tra le dita, de Gianluca Grignani, com toda personalidade que a caracteriza.


Mas quem pensa que a mineira chegou rápido ao sucesso se engana redondamente. Nascida em Juiz de Fora, essa cantora, compositora, arranjadora, violonista e percussionista começou se apresentando nos bares de sua cidade e teve seus primeiros espetáculos produzidos pela atriz e cantora Zezé Motta. Sua voz de timbre grave chamou a atenção de Luciana de Moraes, filha de Vinicius, que resolveu apostar em sua carreira. Com isso, em 1999, Ana lançou seu primeiro álbum, "Ana Carolina", que teve como destaques, além da música Garganta (feita para ela pelo compositor Totonho Villeroy), as recriações muito pessoais (entre o tango e o blues) de Retrato em Branco e Preto (Tom Jobim e Chico Buarque) e Alguém Me Disse (de Evaldo Gouvêia e Jair Amorim).


Atualmente, Ana está com seu segundo disco, "Ana Rita Joana Iracema e Carolina" em pela divulgação. Como foi destacado nesta reportagem, Quem de nós dois é o carro-chefe deste CD, que conta com outros hits como Violão e voz - parceria com Adriana Calcanhotto - Pra Terminar, Ela é Bamba, Confesso, entre outras. Um detalhe curioso é que quase todas as músicas do novo álbum levam sua assinatura em letras e arranjos. Vale lembrar também que a canção-título faz ainda referência a várias mulheres criadas por Chico Buarque.


Mas Ana Carolina não parou por aí. Disposta a alcançar a fama internacional, a cantora trabalhou durante os últimos meses na realização de seu primeiro CD em espanhol. Finalizado recentemente em um estúdio do Rio de Janeiro, o trabalho reúne versões latinas para os sucessos Quem de Nós Dois, Garganta e A Canção Tocou na Hora Errada. A intenção é também conquistar o mercado norte-americano. Tendo o brasileiro como o público primordial, Ana pega no batente novamente em novembro, para a gravação do seu terceiro álbum com músicas inéditas. O repertório em português será lançado nos início de 2003, pela BMG Brasil.


O sucesso chegou depressa e fez com que Ana Carolina se transformasse numa das vozes mais destacadas no cenário musical. Hoje ela se sente totalmente realizada ao seguir a carreira que escolheu e estar no processo de vender discos e fazer shows. Estivemos reunidos com Ana e realizamos uma entrevista bastante interessante com a cantora. Confira tudo sobre seu início de carreira, planos, próximos projetos, e muito mais!



REPORTAGEM

ana_carolina_MPV31) Conte pra gente como foi seu início de carreira e as dificuldades que esbarrou para ter o reconhecimento na mídia e do público.


Bem, comecei com 18 anos tocando em pequenas casas e bares de Minas Gerais,com o acompanhamento de produção de minha empresária Luciana David.Tínhamos uma "Parati" e colocávamos no porta malas o equipamento de som e íamos viajando pelo interior,por cidades próximas.No decorrer de 5 anos foi dessa forma que me apresentei, sempre interpretando as canções que eu escolhia,sem atender a pedidos e com um tempo definido de show.A forma de trabalho nos permitiu levarmos o show até o Mistura Fina no Rio de Janeiro, de onde já obtivemos dois convites de duas gravadoras diferentes para lançamento do primeiro disco.E encurtando a história...Em poucos dias se deu a negociação de meu primeiro contrato com a BMG em 1998.


2) Na época que você começou a ficar conhecida na mídia com a música Garganta, tema de uma novela global, sua voz potente era confundida com Cássia Eller ou Zélia Duncan. Como você lidou com isso?


Da melhor maneira que existe,com naturalidade.As pessoas precisam de referência para o " novo "e assim se faz normal as comparações.Quando Chico Cézar apareceu era comparado a Caetano assim como Ivete Sangalo a Daniela Mercury.Hoje com o número de cópias vendidas dos meus dois discos ,assim como o volume de shows as comparações se tornaram passado.


3) Seu primeiro trabalho vendeu cerca de 160 mil cópias e seu segundo CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina é um dos mais vendidos atualmente no Rio e em São Paulo. Como é essa sensação de ver seu trabalho reconhecido nacionalmente?


Resultado de um trabalho sério feito com responsabilidade. O reconhecimento é fato, que bom que a cada dia que passa mais pessoas conheçam as minhas canções e sempre falo : música é para muita gente.


4) Fale pra nós sobre seu segundo trabalho, o CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina e a relação com Chico Buarque em suas músicas.


Tenho o hábito de dizer que o segundo disco é uma continuação do primeiro. Com concepção e intenções parecidas.A grande diferença é que no segundo disco estou mais presente como compositora sendo 11 canções minhas. A homenagem a Chico Buarque está no nome. Todos nomes de mulher e de canções do compositor. Essa escolha aconteceu por ser um disco que fala do universo feminino e ninguém escreveu melhor sobre a mulher que Chico Buarque.ana_carolina 2


5) Quase todas as músicas do novo CD levam sua assinatura em letras e arranjos, isso sem falar nos instrumentos como violão, guitarra e pandeiro que você domina. Você se considera uma cantora completa?






Gosto de estar presente em todos os momentos da elaboração de um disco. Jamais fico em casa enquanto está sendo gravado um instrumento ou até mesmo na mixagem final,para mim só existe essa forma de trabalho e assim posso dizer que estou inteira em cada canção.


6) No início do ano você sofreu um acidente de carro no Rio de Janeiro, na qual resultou na imobilização de sua perna esquerda por um mês. Mudou alguma coisa em sua vida, depois desse susto?


Sim. Você passa a dar mais valor a pequenas coisas e relevar mais certas circunstâncias que antes pareciam tão graves.


7) Na sua opinião, como está o mercado musical atualmente?


Acho que tem muita gente ruim no mercado, mas os "produtos" ruins ainda assim só estão aí porque tem público para consumir. No entanto, se há algo que o Brasil faz bem é música, então só há motivo de orgulho de fazer parte da sigla MPB.


8 ) Para enfeitar o cenário do seu novo espetáculo, você escolheu fotos de três homens que influenciaram muito sua vida: Freud, Jackson do Pandeiro e seu tio Wilson. Conte pra gente a importância deles na sua carreira.


A brincadeira faz parte da direção do show, uma "porta" para falar sobre uma música de Carlinhos Vergueiro de nome "Procotolo", uma canção que comenta, de forma hilária, o jeito do brasileiro falar errado.Freud,Jackson e meu tio são figuras ímpares e influenciaram a minha vida cada um de uma forma diferente seja pela genialidade,musicalidade ou simplicidade.


ana_carolina_39) Vêm novidades por ai? O que o público pode esperar nos próximos meses da Ana Carolina?


Estou ainda em turnê e enquanto isso venho compondo e pensando na elaboração do terceiro disco.


10) Mande uma mensagem final pra todo seu público e para os que ainda não puderam acompanhar seu trabalho de perto


O que posso dizer é que ainda estou na estrada com o meu show do disco "Ana,Rita,Joana,Iracema e Carolina" e para quem já assistiu convido a voltar para conhecer as novidades e para quem ainda não foi,para ir conferir que "será um prazer recebê-los" e ,quanto ao próximo disco, está sendo pensado com muita calma e critério com lançamento pré agendado para início de 2003. Um abraço a todos. Ana Carolina.


Fonte: Marcus Vinicius Jacobson / mvhp.com

quarta-feira, 7 de agosto de 2002

Ana Carolina grava disco em espanhol

Cantora finalizou esta semana o álbum com versões de seus grandes sucessos com letras vertidas para o espanhol


Ana Carolina acabou de gravar, em um estúdio carioca, seu primeiro disco cantado em espanhol. Versões castelhanas de sucessos como Quem de Nós Dois, Garganta e A Canção Tocou na Hora Errada estarão no álbum, que visa catapultar a carreira de Ana pela América Latina e no mercado norte-americano de língua espanhola. Seu quarto álbum de canções inéditas começa a ser gravado em outubro e deve ser lançado (pela BMG Brasil) no primeiro trimestre de 2003.


Fonte: Clique Música


Obs: Segundo informações da SonyBMG e Tribo Produções ao Fã Clube Donana Carolina, este disco nunca foi lançado (atualizado em dez/2007).

sábado, 6 de julho de 2002

Ana Carolina - A cantora dos Mil rostos

Clique na imagen para ampliar


anacarolina_portugal2002



Fonte: Gente - entrevista / Portugal