domingo, 2 de julho de 2006

Ana Carolina em Fortaleza

ana_carolinaA cantora Ana Carolina faz o primeiro show nacional das férias, no próximo sábado no Siará Hall. Já no quesito festa, a dica é curtir todos os beats eletrônicos da primeira prévia do Ceará Music na FW/Eletronic, sexta, no Mucuripe. A festa traz os DJs Marky, Chris DB, Sub6 , LuiJ, Snoop & Xis, Leozinho, além da irreverente banda Montage. Informações: (85) 3230.1917



Fonte: Diário do Nordeste

quarta-feira, 17 de maio de 2006

Ana Carolina brilha no Prêmio Multishow de Música 2006

A cantora Ana Carolina foi o grande destaque da 13ª edição do Prêmio Multishow de Música Brasileira, vencendo na categoria Cantora e CD, com o álbum Ana Carolina & Seu Jorge.


A cantora Ana Carolina foi o grande destaque da 13ª edição do Prêmio Multishow de Música Brasileira, entregue na noite desta terça-feira no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ela venceu na categoria Cantora e CD, com o álbum Ana Carolina & Seu Jorge.


Durante a cerimônia, houve um manifesto-surpresa protagonizado pelo rapper Marcelo D2. Ele cantou Meu Samba é Assim vestido de piloto da Varig, enquanto sua banda se vestia de comissários de bordo.


A premiação foi encerrada com um show de Zeca Pagodinho. O sambista, que recebeu uma homenagem especial, dividiu o palco com Arlindo Cruz, Dudu Nobre e Beth Carvalho.


O Prêmio Multishow é escolhido pelo publico, em votação direta. Neste ano, a festa teve como tema a fusão de ritmos no brasil, chamada de "hip-hop-samba-pop".




Confira a lista completa de vencedores:
Cantora: Ana Carolina
Cantor: Dinho Ouro Preto
Grupo: J. Quest
CD: Ana Carolina & Seu Jorge
Música: Ai Ai Ai (Vanessa da Mata)
Revelação: Marjore Estiano
Clipe: Memórias (Pitty)
Instrumentista: Rodrigo Amarante (Los Hermanos)
DVD: O Rappa Acústico
Show: Ivete Sangalo
Homenagem especial: Zeca Pagodinho

Fonte: Music Online

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Ana Carolina na festa de inauguração da casa de Alcione

A cantora Alcione fez uma festa na última quarta-feira, dia 5, para inaugurar sua nova casa, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O rega-bofe foi bem movimentado, e contou com a presença de artistas de todas as áreas, como samba, teatro e MPB.


Miguel Falabella, Renata Sorrah e Maria Bethânia eram alguns dos mais animados. Depois de se deliciar com algumas guloseimas, o trio, ainda na mesa, bateu um longo papo e juntos deram boas gargalhadas.


ana_carolina7Taís Araújo, Zeca Pagodinho, Lega Nagle, Antônio Pitanga e Sandra de Sá também passaram pelo local. O ponto alto da festa, no entanto, foi a performance feita pela cantora Ana Carolina, em parceria com a poetisa Elisa Lucinda. As duas encerraram a noite recitando poesias.


Lenine, Jorge Aragão, Lúcia Veríssimo e Elba Ramalho também estiveram por lá.



Fonte: O Fuxico

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

"Sou bi e daí ?"

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Na semana passada, a cantora Ana Carolina deu uma entrevista a VEJA que contém uma confissão pessoal e ao mesmo tempo é o reflexo de uma mudança e tanto na forma como os jovens brasileiros encaram a sexualidade. Ana Carolina falou sem meias palavras sobre suas preferências. "Sou bissexual", disse ela. "Acho natural gostar de homens e mulheres." O que chama atenção é que ela trata do assunto com leveza. E, é importante frisar, sem ter a mínima intenção de fazer proselitismo em favor de causas políticas. "Sou contra essa postura de levantar bandeiras para defender o homossexualismo, pois fica parecendo que ser gay é uma doença", diz.





[caption id="attachment_4210" align="aligncenter" width="340" caption=""Acho engraçado quando alguém chega a meu camarim e diz: 'Que coragem a sua de cantar Eu gosto de homens e de mulheres!'. Poxa, 'coragem' é uma expressão muito antiquada nessa área""]"Acho engraçado quando alguém chega a meu camarim e diz: 'Que coragem a sua de cantar Eu gosto de homens e de mulheres!'. Poxa, 'coragem' é uma expressão muito antiquada nessa área"[/caption]

Ana Carolina é hoje uma das artistas que mais vendem discos no Brasil. Desde 1999 ela lançou quatro CDs, que ultrapassaram a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas. Somente neste ano foram 800 000 unidades, mais da metade de toda a carreira. Seu mais recente lançamento, Ana & Jorge, feito em parceria com o cantor carioca Seu Jorge, atingiu a vendagem de 125 000 discos em apenas duas semanas. Não é exagero dizer que 2005 foi seu ano de ouro – e a naturalidade com que expõe sua sexualidade só reforçou seu carisma.


Nascida em Juiz de Fora, Ana Carolina vem de uma família de músicos. Seu avô cantava em igreja e a avó era artista de rádio. "Dizem, aliás, que ela teve um affair com o forrozeiro Luiz Gonzaga – mas não me pergunte se foi antes ou depois de conhecer meu avô", conta. Ana Carolina é autodidata: aprendeu a tocar violão, guitarra e pandeiro sozinha. Hoje em dia, diz que domina a "matemática da música", embora ainda não saiba ler partituras. A cantora lembra que na adolescência, ao mesmo tempo em que dava os primeiros passos musicais, já demonstrava interesse por ambos os sexos. "Namorei quatro garotos, depois uma menina, em seguida outro garoto e mais tarde uma menina outra vez", diz. Aos 16 anos, ela tomou a decisão de contar para a mãe que se sentia diferente das amigas. "Fiz isso de supetão. Estávamos falando de um assunto qualquer e eu soltei a confissão, como se não fosse nada. 'Mãe, eu gosto de homens e de mulheres. Dá para a senhora me passar aquele negócio ali, por favor?" A opção da filha foi respeitada, ainda que mais tarde ela tenha enfrentado cobranças. "Tive de ser mais dura com minha mãe, para reafirmar minha condição. Mas aí ela aceitou de vez, e hoje nos damos bem", conta.




[caption id="attachment_4211" align="aligncenter" width="300" caption=""Sempre apreciei as intérpretes que botam tudo para fora ao cantar, como se fosse o últino dia de sua vida. Cantar alto me deixa excitada""]ana_carolina_veja[/caption]


Ana Carolina começou da mesma forma que tantos artistas anônimos: cantava em barzinhos. Seu repertório tinha canções de Edu Lobo e Chico Buarque, além de músicas próprias. "O barzinho é uma escola maravilhosa, desde que você não cante apenas sucessos que tocam na rádio, imitando as versões originais. Desse jeito, você nunca encontra a própria personalidade." Ana Carolina ainda era desconhecida quando encontrou uma figura que marcaria sua carreira: a cantora Cássia Eller. "Quando Cássia foi a um show meu, eu me senti como se tivesse ganho a Cruz de Malta", diz. As duas ficaram amigas e, depois da morte de Cássia, Ana Carolina herdou parte de seus fãs.




[caption id="attachment_4212" align="aligncenter" width="200" caption="Ana Carolina descobriu que era bissexual na adolescência. Quando tinha 16 anos, ela decidiu contar à mãe. "Gosto de homens e de mulheres. Dá para pegar aquele negócio ali, por favor?" A cantora, no entanto, não descarta a idéia de um dia se apaixonar por um homem. "Se isso acontecer, caso de véu e de grinalda, e ninguém irá me impedir." "]ana_carolina7[/caption]

Atitudes como a de Ana Carolina atraem dois tipos de oposição. Sua maneira de falar de sexo parece ultrajante para os conservadores, mas também incomoda muitos homossexuais aguerridos, que gostariam de vê-la empunhando a bandeira do arco-íris. Ana Carolina pertence a uma era pós-engajamento. Parte da militância não se conforma com suas negativas a se apresentar na Parada Gay paulistana ou em casas noturnas voltadas a esse público. "Acho que passeatas e discursos no estilo 'nós, os homossexuais' só alimentam uma visão estereotipada", diz. Inspirada por autoras como a americana Camille Paglia, que admira por suas polêmicas no âmbito do feminismo e da cultura gay ("O que mais me incomodou num assalto por que passei foi levarem por acaso um livro dela", brinca), a cantora não quer ser aprisionada num nicho. "Posso até estar saindo com uma mulher, mas se eu me apaixonar por um homem e decidir casar com ele na igreja, de véu e grinalda, ninguém vai impedir", diz.


As atitudes de aceitação ou rejeição social da homossexualidade variaram ao longo da história. Na Grécia e na Roma antigas, era um comportamento socialmente aceitável, especialmente quando envolvia um homem mais velho e um adolescente. A religião judaico-cristã, porém, ergueu pesadas interdições. São Paulo, na epístola aos Romanos, diz que os homens que "se queimam de paixão" uns pelos outros praticam "relações contra a natureza" e são, portanto, vergonhosos. A hipocrisia sempre deu um jeito de contornar as proibições. E o privilégio econômico também se traduzia em vantagens no terreno sexual: o poeta inglês Lord Byron, um ícone do romantismo gótico que gostava tanto de homens quanto de mulheres, observou que todas as perversões que eram condenadas nas classes médias eram perdoadas aos que, como ele, pertenciam à aristocracia. Mesmo assim, esperava-se que os ricos fossem discretos na prática de seus comportamentos "desviantes". O escritor e dândi irlandês Oscar Wilde foi julgado como homossexual porque seu caso com lorde Alfred Douglas se tornara tão conspícuo quanto o extravagante casaco verde-garrafa que ele adorava vestir. Condenado a dois anos de prisão e trabalhos forçados, Wilde se tornou um ícone da causa gay. A punição da homossexualidade como crime ainda vigoraria no século XX, especialmente em contextos autoritários como a Alemanha nazista e a União Soviética. A tendência, porém, foi o comportamento ser tirado do âmbito judicial para ser lançado no terreno médico – ou seja, a homossexualidade passou a ser vista como doença. Foi só nos anos 70, por exemplo, que o DSM – uma espécie de "listão" de distúrbios psíquicos, utilizado por psiquiatras no mundo todo – excluiu a homossexualidade de seu catálogo de distúrbios psicológicos.



HOMOSSEXUALISMO NA ARTE

O deus Júpiter se disfarça em mulher para seduzir a ninfa Calisto (foto), no quadro do pintor flamengo Rubens (1577-1640); o poeta Lord Byron fazia apologia da bissexualidade e dizia que o que era aceitável para a aristocracia nem sempre valia para as classes mais baixas; as esculturas romanas exaltavam a beleza do corpo masculino .


A última década viu as mudanças culturais em relação à sexualidade se acelerarem de maneira marcante. Isso é perceptível na televisão – a maior caixa de ressonância do pensamento e dos hábitos contemporâneos. A comediante americana Ellen DeGeneres assumiu sua homossexualidade em público em 1997, no auge do sucesso de uma série que estrelava, e, desde então, a TV americana vê crescer a cada ano o número de produções que abordam o universo gay. Há séries leves como Will & Grace e apimentadas como The L Word, sobre um grupo de lésbicas glamourosas de Los Angeles. No Brasil também há mais liberdade. Novelas como Mulheres Apaixonadas e Senhora do Destino trataram recentemente do lesbianismo sem causar rejeição. Nessa última, Aguinaldo Silva levou a trama até onde nenhum noveleiro havia ousado: o par formado pelas atrizes Mylla Christie e Bárbara Borges chegou a dividir a mesma cama e a adotar uma criança.


Retratar a homossexualidade, contudo, é diferente de assumi-la – mais ainda da maneira como Ana Carolina faz. O preconceito ainda é uma realidade, e as dificuldades para "sair do armário" continuam passando pelos mesmos pontos sensíveis: o medo do impacto junto à família e no trabalho. "Profissionais de qualquer tipo, mas principalmente os que lidam com o grande público, tendem a adiar a decisão de assumir para não se prejudicarem", diz Sônia Alves, diretora do instituto DataGLS, que pesquisa o público gay. "Ainda não é fácil se assumir. Se fosse realmente fácil, teríamos um monte de atrizes e cantoras se revelando homossexuais", diz o escritor e militante João Silvério Trevisan.


Para o psicólogo Ritch Savin-Williams, professor da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, já está em andamento a revolução que falta – aquela que vai substituir o escândalo em torno das diferenças sexuais por uma saudável naturalidade ou até mesmo pela indiferença. Savin-Williams, que pesquisa há mais de vinte anos as implicações sociais do comportamento gay, acaba de publicar o livro The New Gay Teenager (O Novo Adolescente Gay), no qual defende a tese de que os jovens contemporâneos estão "dando um fim à era da identidade sexual". Em suas palavras, uma parcela considerável dos adolescentes de hoje em dia "não se sente embaraçada pela ambigüidade sexual, não a considera desviante e a percebe por todos os lados". Segundo o pesquisador, o uso de categorias sexuais para separar, isolar ou discriminar estaria diminuindo de maneira acelerada. "Para muitos jovens, ser rotulado como gay já não importa muito. Os adolescentes cada vez mais redefinem, reinterpretam e renegociam sua sexualidade de tal forma que possuir uma identidade gay, lésbica ou bissexual praticamente não tem significado", disse ele a VEJA.



DA VIDA PARA A FICÇÃO

O seriado The L Word (à esq.), exibido pelo canal de TV paga Warner, fala do cotidiano de um grupo de lésbicas. À direita, Jenifer e Eleonora, o casal gay da novela Senhora do Destino, da Rede Globo: a audiência aprovou


Pesquisas recentes têm revelado mudanças importantes na maneira como os jovens vivenciam a própria sexualidade. Um levantamento recém-concluído com 10.260 homossexuais brasileiros mostra que hoje eles se assumem mais e mais cedo. Realizado por meio da internet pelo DataGLS, o censo mostra que 73% dos gays entrevistados se assumiram antes dos 24 anos. Ritch Savin-Williams apresenta dados ainda mais espantosos sobre os Estados Unidos. Ele revisou mais de uma dezena de estudos que demonstram que a idade média em que as pessoas se dão conta de desejos homossexuais (ou os assumem para si mesmas) caiu nas últimas décadas. Ela era de 14 anos para meninos e 17 anos para meninas, na década de 60. Nos anos 90, passou a ser de apenas 10 anos para garotos e 12 para garotas.


Neste ano, a MTV brasileira patrocinou uma pesquisa sobre o universo jovem que também traz informações curiosas. Dos 2.359 moradores de sete capitais brasileiras com idade entre 15 e 30 anos ouvidos durante a enquete, 40% disseram se incomodar com a visão de dois homens se beijando. Caso sejam duas mulheres, o índice é de 31%. São números consideráveis, mas não expressam uma maioria. A abertura para experimentações tornou-se um traço marcante do comportamento jovem – e aí se incluem tanto a experimentação heterossexual, como no hábito de ficar com diversas pessoas durante uma balada, quanto a homossexual. Uma das teses levantadas pela pesquisa da MTV é a de que existe um aumento da tolerância, mesmo que não da aceitação, relativamente aos gays. Outros entrevistados chegaram a cogitar até mesmo da existência de uma "moda" em torno do comportamento gay ou, ao menos, ambíguo. "Antigamente você podia até ter vontade, mas não chegava a fazer. O que acontece agora é que há muita abertura para experiências", disse uma jovem de classe média de Salvador. Transformações marcantes seriam visíveis entre as meninas. Garotas de 13 a 17 anos, por exemplo, têm "testado" com freqüência o beijo entre amigas. Como observam os psicólogos – inclusive para tranqüilizar pais preocupados –, essa atitude não significa que as meninas sejam ou venham a ser necessariamente lésbicas. Beijar uma amiga é mais um indício de liberdade, de ausência de preconceitos e do desejo de não se deixar capturar por nenhum rótulo.


"As mudanças em direção a uma maior aceitação da diversidade estão em andamento. Não há volta para isso", diz Savin-Williams. Segundo ele, as atitudes negativas em relação à homossexualidade ainda terão eco por bastante tempo, mas são contrabalançadas pela percepção de que é cada vez mais custoso e fútil manter de pé velhas barreiras. Ana Carolina é ícone de uma geração que está deixando para trás o peso de um preconceito ancestral. Obviamente, constatar isso, e compreender essa nova visão naturalizada da sexualidade, não equivale a incentivar nem muito menos a convidar todos a uma vida gay. Como diria o intelectual brasileiro Roberto Campos, parodiando os lordes ingleses: "Agora que tornamos a homossexualidade aceitável, não precisamos dar o último passo e torná-la obrigatória".


Fonte: Veja online

domingo, 27 de novembro de 2005

Duas versões para a mesma canção

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Imagine a situação seguinte. Ana Carolina aproveita um dia do outono paulistano para ir ao cinema. O filme escolhido foi o belo “Closer — Perto demais”, do diretor Mike Nichols, uma história de amor, de relações, traições entre dois casais formados por Julia Roberts, Jude Law, Natalie Portman e Clive Owen. A cantora se encanta com a música e resolve fazer uma versão para “The blower’s daughter”, do badalado Damien Rice. A uns 400 quilômetros dali, numa salinha do Leblon, no Rio de Janeiro, Simone tem a mesma idéia e encomenda para a amiga Zélia Duncan uma versão da mesma canção. E o mais curioso: as duas chegam ao mercado no mesmo momento.


A versão de Zélia, “Então me diz”, faz sucesso na novela “Belíssima”, da Rede Globo, embalando romance da personagem Julia, vivida por Glória Pires, e André, por Marcello Antony. A de Ana Carolina, “É isso ai”, integrará o álbum que ela lança mês que vem juntamente com Seu Jorge e está estourada nas rádios.


Nenhuma das duas cantoras reivindica a originalidade da idéia, que, pensando bem, não chega a ser tão original assim; mas esta é, possivelmente, a primeira vez que duas versões da mesma música chegam ao mesmo tempo ao mercado.


Nem Mariozinho Rocha tinha visto algo parecido. Esta coincidência surpreende até mesmo o poderoso diretor musical da Rede Globo, Mariozinho Rocha, que se encantou, assim como o autor Silvio de Abreu, quando recebeu a versão de Zélia Duncan. Ele diz que em toda a sua vivência na televisão nunca tinha visto algo parecido. — É muito raro quando duas cantoras gravam a mesma canção, mas isso ainda acontece. Agora, duas versões diferentes da mesma música eu nunca vi. Aliás, eu nunca tinha visto algum artista autorizar a gravação de duas letras diferentes — conta.


Mariozinho diz que desconhecia a versão de Ana Carolina, por isso não houve escolha entre as duas músicas. — A da Ana Carolina chegou depois às minhas mãos e, mesmo que eu quisesse, não seria ético deixar de gravar a da Simone, que já estava escolhida. Gosto muito do resultado das duas. A da Simone, mais romântica; a da Ana, mais vigorosa — define. — Mas eu realmente não imaginava.


A empresária da Ana Carolina disse que ela não iria gravar este ano, tanto que lançamos, pela Som Livre, uma coletânea dela na série Perfil. Acredito em uma grande coincidência, pois as cantoras envolvidas são muito cuidadosas com suas carreiras.


E Ana Carolina não iria mesmo gravar este ano. Mas, ao receber um convite de Seu Jorge para um show em parceria no projeto Tom Acústico, da casa Tom Brasil, em São Paulo, aceitou na hora. O resultado foi a gravação de um CD e DVD. E lá estava a versão da música de Damien Rice... — Vi o filme e fiz essa versão no inicio do ano. Acho o Damien Rice um cara incrível. Mostrei-a para o Jorge, que gostou, e a incluímos no roteiro. Gravamos os shows, e a música foi um sucesso espontâneo. Fui saber da versão do disco da Simone pouco tempo antes de ela entrar na novela — diz. — Foi realmente uma coincidência. Nunca vivi algo parecido. Mas também não vejo problema. A música é linda e quem ganha é o público.


Simone conta que, poucos dias depois de ver o filme, já com a idéia na cabeça, recebeu a visita de Zélia e pediu uma letra. — Na mesma hora Zélia começou a escrever os primeiros versos. Ela é de uma criatividade impressionante. Nunca vi algo parecido acontecer, mas o quem eu posso fazer? Fiquei e ainda estou chateada, não com a Ana Carolina, claro, já que acho mesmo que foi uma coincidência, mas com a situação — explica. — A letra da Zélia é perfeita. Procuramos respeitar a melodia, traduzir o sentimento do autor.


Simone não cantou a música na gravação do CD e DVD, também em agosto, ao vivo, no Teatro João Caetano, mas a incluiu como faixa-bônus. Zélia acha que houve descaso de Damien Rice . Zélia Duncan também põe panos quentes na história. Mas não perdoa o autor, Damien Rice, que, para ela, agiu com um certo descaso. — Fiz a música com o maior carinho e ficamos um tempão esperando a autorização do autor, que mostrou um descaso com sua música e com um país que certamente não lhe interessa. Acho também que foi obra do acaso, uma enorme coincidência. Quanto a duas pessoas gravarem a mesma música, não acho nada demais, cada um faz sua leitura — explica. — Aliás, a melhor coisa da história toda é ver que as pessoas têm muitas opções.


As versões, assim como as interpretações, são radicalmente diferentes. O curioso é que as três, Ana Carolina, Simone e Zélia, fizeram muito sucesso com versões. Ana Carolina estourou nacionalmente com “Quem de nós dois”, versão para “La mia storia tra le dita”, do italiano Gianluca Grignani, do disco “Ana Rita Joana Iracema e Carolina”. Zélia tinha muitos anos de estrada em 1995, quando “Catedral”, letra sua e de Christian Oyens para “Cathedral song”, de Tanita Tikaran, tornou-a popular. Já Simone tem em seu currículo, entre outras, “Então é Natal”, sobre “Happy xmas (War is over)”, de John Lennon e Yoko Ono.


Fonte: o Globo

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Ana Carolina, lá no último andar

Foi no nono dia do mês de setembro há 31 anos, num cantinho tranqüilo de Juiz de Fora. Veio à luz Ana Carolina Souza, uma virginiana, geniosa e instável como tal. Apenas dois meses depois faleceu seu pai, e a Música preencheu-lhe o posto e cedeu seu largo ombro para aliviar qualquer dor. A avó cantava em rádio, os tios-avós eram músicos, nada mais natural do que correr melodia no sangue. Em casa, os vinis eram quem mandavam e D. Aparecida, sua mãe, cantarolava pelos cômodos sucessos de Dalva de Oliveira. Ana treinou os ouvidos com Cartola, Geraldo Pereira, Lupicínio... e não à toa herdou dos antigos mestres do samba a inquietação da batucada. A menina já fazia do salão de cabeleireiro da mãe o seu palco, fingia ser microfone um simples rolo de cabelo e cantava versos de Caetano e cia.


Com a idade de apenas uma dúzia de anos, começou a tocar violão, assim de ouvido, inspirada pelo também mineiro João Bosco. Com o pandeiro também foi assim: aos 19 ouviu os batuques de Marcos Suzano, no disco Olho de Peixe, e quis tocar igual. Pegou um jeitinho aqui, outro acolá, e inventou seu próprio estilo. O cantar foi só conseqüência. E quem dera todas as conseqüências fossem tão sublimes assim... Começou profissionalmente na 18ª primavera, nos barzinhos da cidade, e o repertório era Jobim, Chico, Ary Barroso e mais quinhentos clássicos. Nesse cenário, Ana conhecera Luciana David, àquela época uma estudante de Comunicação, que gostou do que ouviu e se tornou sua eterna empresária. Para variar, surgiram convites de mais bares nas cidades vizinhas e lá iam elas a bordo de uma boa e velha Parati... As composições ficavam na gaveta, escondidinhas debaixo de um complexo de inferioridade.


Contudo, a preocupação com os estudos não minguou. Ana fez cursinho pré-vestibular e ingressou no curso de Letras, na Universidade Federal de Juiz de Fora. Ao mesmo tempo, convidaram-na para shows maiores, como um no Teatro Municipal com produção da atriz Zezé Motta e a abertura do concerto da Orquestra Internacional de Ray Conniff, em 97. Depois de um dos muitos shows em Belo Horizonte, um rapaz chegou ao camarim com a letra de uma música, que compôs enquanto a assistia. Ele era o compositor gaúcho Totonho Villeroy e se tornaria um dos seus melhores amigos e parceiros, a música era "Garganta", traduzia muito bem sua personalidade e seria seu primeiro sucesso. "Depois me lembrei que conhecia Totonho, eu tinha ido a um show dele no Rio, no Mistura Fina, e adorei, tanto que comprei os dois discos independentes dele”*, lembra ela.


ana_carolina 6Ia algumas vezes ao Rio, lugar pelo qual nutria uma paixão confessa, e muitas vezes ficava hospedada na casa da amiga Cássia Eller. Até que desembarcou naquela cidade, em fins de 98, num capítulo decisivo para dar uma guinada nos rumos dessa sua biografia. Apresentou-se no Hipódromo e no famigerado bar Mistura Fina, e na platéia deste último estava uma outra Luciana, de sobrenome famoso: a rebenta de Vinícius de Moraes. Uma fita demo nas mãos da moça bastaria. Depois de quinze dias, com propostas de duas gravadoras acumuladas nas mãos, Ana já estava sentada assinando com a BMG. Mudou-se imediatamente para o Recreio dos Bandeirantes, abandonou o sexto semestre da faculdade e começou a produção do seu primeiro CD, Ana Carolina, que chegou às lojas em abril do ano seguinte. Ana cercou-se de grandes músicos, assinou arranjos, tocou guitarra em algumas faixas, colocou 5 ótimas composições suas, gravou a música de Totonho e regravou duas de Chico ("Retrato em Branco e Preto" e "Beatriz"), seu ídolo-maior e por quem foi imediatamente convidada para emprestar a voz a duas belíssimas músicas do Songbook Chico Buarque, “Mil perdões” e “Eu te amo”.


Naquele mesmo ano, encaixou duas músicas em novelas das 7 da TV Globo. "Garganta" foi parar em Andando nas Nuvens e "Tô Saindo" parou na sucessora, Vila Madalena. A primeira estourou nas rádios de todo o país, fez Ana despontar e provocou uma extensa turnê. "Nada pra Mim" - uma inédita composta por John, do mineirinho Pato Fu - integrou a trilha de Malhação, em 2000, mesmo ano em que veio a surpreendente e merecidíssima indicação à primeira edição latina do Grammy, na categoria brasileira de melhor álbum pop contemporâneo. O prêmio quem abocanhou foi Milton Nascimento, por Crooner, mas tudo bem. Ana Carolina ainda ganhou disco de ouro pelos 160 mil discos vendidos e foi apontada como "a grande promessa da MPB", comparada com Cássia Eller e Zélia Duncan. Nada mal.



Depois da virada do milênio, em abril de 2001, o segundo CD, Ana Rita Joana Iracema e Carolina, veio mais autoral, com 10 letras de próprio punho. Já chegou às lojas com 100 mil cópias vendidas, ficou duas semanas como o 2º mais vendido no Rio e em Sampa, em 15 dias já foi contemplado com disco de ouro, depois platina, e ultrapassou a marca de 300 mil exemplares. Tanta loucura foi por causa do hit "Quem de nós dois" (versão de Ana e Dudu Falcão para um sucesso italiano dos anos 90), que fez parte da trilha de mais uma novela das 7, Um Anjo Caiu do Céu, e simplesmente foi a música mais executada no país naquele ano! Só quem é surdo não escutou.


No mês seguinte ao lançamento, às cinco da manhã de 1º de maio - uma data trágica desde 1994 -, Ana saía do apartamento de Paulinho Moska no Leblon em direção ao seu, na Barra, quando na Av. das Américas perdeu o controle do seu Mercedes Classe A, que se espatifou contra um poste. Ainda lúcida, foi resgatada por uma ambulância do Corpo de Bombeiros e internada na UTI do Hospital Barra D'Or. Houve fratura da tíbia e um corte na cabeça, bem acima da orelha, onde foi necessário dar 30 pontos e raspar uma pequena parte do couro cabeludo. Por sorte, nada grave. Ufa... O início da turnê do disco precisou ser adiado, mas a cantora voltou logo ao batente e, mesmo um pouco podada pelo gesso na perna esquerda, fez shows inesquecíveis.


ana_carolina 5Êita ano corrido! Veio "Ela é Bamba" na novela seguinte, As Filhas da Mãe; duas composições ("Velas e Vento" e "Margem da Pele") para a trilha do filme Amores Possíveis, de Sandra Werneck; música-tema ("Grito Sozinha") no filme Condenado à Liberdade, de Emiliano Ribeiro; convite para uma participação especial cantando “Mama Palavra” no álbum de João Bosco, Na Esquina Ao Vivo; e a composição de "Pra Rua me Levar" a pedido de ninguém menos do que Maria Bethânia para o disco desta, Maricotinha. Em outubro do ano seguinte, gravou um CD com versões em espanhol dos sucessos "Quem de nós dois", "Garganta" e "A canção tocou na hora errada", visando o mercado da parte norte da América.



Em agosto de 2003, seu terceiro filho, batizado de Estampado, vem ao mundo. A mãe, orgulhosa, diz que ele tem a sua cara. O caçula é mais rock'n'roll, o violão nervoso de Ana guia todos os seus batimentos, e os gritos são mais do que confissões: uma rajada de voz vem bombeada pelo coração. São 13 canções próprias e novos parceiros, como Chico César e Seu Jorge, que introduzem seus DNAs e deixam o rebento bem mulatinho e cheio de suingue. Emplaca hits em três novelas das 8 consecutivas: a baladinha "Encostar na tua" em Celebridade; a explosiva "Uma louca tempestade" em Senhora do Destino; e a calminha "Pra Rua me Levar", atualmente em América. Além dessas, "Nua" integrou a trilha de Como Uma Onda, novelinha das 6. É o bastante para alavancar a venda de quase 500 mil CDs e deixá-lo 80 semanas seguidas no ranking dos mais vendidos. Até o “eu vou de escada pra elevar a dor”, refrão do carro-chefe “Elevador”, mesmo com o trocadilho - maldito para alguns -, grudou que nem chiclete na boca do povo.





Lança então 2 DVDs, ambos platinados, com venda superior a 50 mil cópias cada. O primeiro é Estampado, um documentário que contém os bastidores da gravação do disco, a fase de composição, gravação e finalização, bate-papos com João Bosco, Chico Buarque e Maria Bethânia, uma reunião entre amigos animadíssima no apartamento da cantora, a composição grupal de "Perdi, mas não esculacha", leitura de um texto da escritora Elisa Lucinda, performance de voz e violão no estúdio, além de um pequeno show ao ar livre, no Largo da Carioca, Rio. Tudo dirigido pela fotógrafa Mari Stockler (do documentário Gaivota, 99). Meio frustrante para quem quer mais música e menos conversa.




ana_carolina4Para agradar a gregos e troianos, vem o segundo: Estampado - Um Instante Que Não Pára, totalmente incendiário. Gravado num Claro Hall lotado com 9 mil histéricos, apresenta uma versão chiquérrima do show de divulgação do disco, com direito a quarteto de cordas, à harpa dulcíssima de Cristina Braga e versos de E. E. Cummings e Benjamin Constant. Isso tudo além da versão caprichada de "Vestido Estampado" só com voz, violoncelo e isqueiro, de arrepiar qualquer mortal que já deixou ou foi deixado. E mais: "Sinais de Fogo", composta para a amiguinha Preta Gil, "Outra Vez", lindíssima versão do clássico do Rei, e "Eu Gosto é de Mulher", sucesso de 20 anos atrás do Ultraje a Rigor, agora transformado em discurso gay. Sucesso absoluto. Na parte interativa, um making of e uma rápida brincadeira intitulada "Onde está Ana?", em que a cantora se infiltra disfarçada na platéia, minutos antes de subir ao palco, e passeia incógnita entre a histeria e ansiedade dos milhares de fãs. Gol de placa da diretora Monique Gardenberg (do filme Benjamim, 2004).

Em 2005, chegou ao mercado Perfil, uma coletânea de sucessos que logo alcançou o lugar mais alto no ranking dos mais procurados, com mais de 320 mil exemplares desaparecidos das lojas. Ana também assina "Ultra-Leve Amor", primeira música de trabalho do novo CD de Jorge Vercilo, Signo de Ar, além de outra faixa, "Abismo". Em shows recentes, já apresentou composições novas, como "Notícias Populares" (anti-violência, após o vidro de seu carro ser atingido por uma bala perdida), "Unimultiplicidade", parceria com Tom Zé anti-corrupção, "É Isso Aí" (versão para o sucessão "The Blower's Dawghter", do irlandês Damien Rice) e "Eu Gosto de Homens e de Mulheres", confissão bissexual para contrabalançar a polêmica música do Ultraje, e que entrará no próximo disco, prometido para 2006. Sobre as comparações com a música "Meninos e Meninas", de Renato Russo, Ana Carolina discorda: "O meu é mais adulto, são homens e mulheres. Meninos e meninas na verdade eu não gosto"*, diverte-se.

* entrevistas concedidas ao jornal O Globo

Fonte: Poppycorn

sábado, 10 de setembro de 2005

Ana Carolina comemora aniversário em show no Rio

Ana Carolina ganhou um bolo de aniversário


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Ana Carolina fez do show de Caetano Veloso e Milton Nascimento, na noite de quinta-feira (8), parte da comemoração de seu aniversário. A cantora completou seus 30 anos na data e foi festejar com os pais, Orlando e Aparecida*, e com amigos no Canecão.

- Foi um grande presente! Sou fã dos dois. Já toquei música do Caetano e do Milton em meus shows. Eles fazem parte da minha influência, como artista nova que sou. É muito bom ser brasileira porque a gente pode ter a influência desses mestres, elogiou a aniversariante.


Após a apresentação, amigos de Ana Carolina, como Preta Gil e Daniela Mercury, puxaram o tradicional Parabéns para Você e literalmente fizeram a festa com a cantora. Beijos, abraços e algumas risadas depois, Bruno Gagliasso se juntou ao grupo e, animado, puxou novamente a canção de parabéns.



- Vamos comemorar, disse o ator aos pais da cantora.

O grupo decidiu estender a noite na festa organizada pela produção do show, que marcou o lançamento da trilha sonora do filme O Coronel e o Lobisomem. Durante o coquetel, Ana Carolina foi homenageada de novo, desta vez, com direito a um bolo


Fonte: Babado


*Obs:O pai de Ana Carolina morreu quando ana tinha apenas dois meses. Orlando deve ser um amigo da família




Equipe Donana Carolina