terça-feira, 4 de setembro de 2001

Ana Carolina, Alcione e Bethânia soltam a voz

ANA E BETHANIA


Três vozes poderosas encerraram a temporada 2001 dos Concertos MPBr na noite de quarta-feira num Canecão transbordante de fãs alucinados. Ana Carolina, Alcione e Maria Bethânia deram uma interpretação passional a "Fera ferida" em final apoteótico. Foram aplaudidas de pé e de cima das cadeiras por gente absolutamente hipnotizada pelo que acabara de acontecer. "Morri, morri, meu Deus, muito obrigado, eu vi isso, c*, c*,'' blasfemava uma delas em moto contínuo, abanada pelas colegas. Os oito concertos no Rio realizados desde maio foram vistos por 19 mil pessoas que pagaram apenas 10 reais pelo ingresso. O projeto, iniciado ano passado no Rio pela produtora Maria Luisa Jucá, com o patrocínio da Br Distribuidora, está sendo levado este ano também a São Paulo, Porto Alegre e Brasília.


O encerramento na quarta teve um contratempo. O sistema de som pifou na hora da passagem de som, teve que ser remontado e, às 19h30, com uma multidão do lado de fora, Maria Bethânia ainda estava passando o som. Os trabalhos começaram com uma hora de atraso e um grave defeito técnico. O volume estava altíssimo, mais para um show do Sepultura do que de uma cantora de MPB. Os graves saturavam as caixas de som, o microfone de Ana assobiava, um monte de gente na platéia tapou os ouvidos enquanto Ana, alheia aos problemas, abria com "Dadivosa", a faixa de seu novo CD "Ana Rita Joana Iracema Carolina" com récita de Bethânia (pré-gravada).


Sentada numa cadeira alta, ainda por conta das sequelas de um acidente de carro em maio, ela emendou com a faixa-título e deu o boa noite, ressaltando, como todos os artistas, a importância da série que leva shows completos a preços populares, encheu a bola de Jucá, que no fim do show flutuava a meio metro do chão, e foi em frente com uma enfiada de hits de seus dois discos. Se perdeu a mobilidade, Ana não teve prejuízos na voz, que vai dos graves aos falsetes com uma facilidade incrível, mas continua modulando em excesso, uma exagero de quem quer se afirmar.


A platéia inteira entoou "A canção tocou na hora errada", deu um breque na nova música de trabalho, "Pra terminar", de Herbert Vianna, e riu com as brincadeiras do percussionista Da Lua ao berimbau em "Implicante", com Ana na voz e no pandeiro. Além de desfilar cheio de marra pelo palco, como manda o título da canção, ele também deu uma encoxada em Ana. Mais adiante, em "Eu nunca te amei idiota", ela e o guitarrista Elder Costa grudaram as bocas num longo beijo. Ana brincou com a platéia, mandando os casais se xingarem de idiota.


Em "Garganta" adentrou a poderosa Alcione, muito aplaudida, que cantou e depois se dirigiu a Ana. "A primeira vez que ouvi falar de você foi através de minha irmã, Solange, que disse que tinha uma cantora nova que era o cão. Eu ouvi e disse, 'Solange, ela é o cão', e olha eu hoje aqui na coleira.'' As duas fazem um medley de samba, Ana no pandeiro e voz, Alcione dividindo-se entre vocal e um trumpete piccolo em solos meio tremidos.


Mais adiante, Bethânia entra para dar um presente a Ana: canta "Pra rua me levar", música dela e de Totonho Villeroy que gravou em seu novo CD, "Maricotinha", e que canta pela primeira vez em público "sem ensaiar mas com o coração na mão." Ana divide os vocais com ela, as duas de mãos dadas em total enlevo. A diva se vai e Ana emenda alguns hits, incluindo o mega "Quem de nós dois", faz uma brincadeira picante em "Garganta", encerra e volta com "Tou saindo".


Daí chamou as suas divas para o encerramento com "Fera ferida". Os Concertos MPBr prosseguem com quatro shows em Porto Alegre no mês de setembro com Lenine, Ana Carolina, Ed Motta e Cássia Eller. O encerramento é em outubro na capital paulista com três shows de Elba Ramalho, Cássia e Alcione. Os 21 shows nas quatro capitais serão vistos por 90 mil pessoas.



Jamari França
Globonews.com

sexta-feira, 6 de julho de 2001

Por todas as mulheres do mundo



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Fonte: Gente Entrevista /Lisboa

domingo, 20 de maio de 2001

Ana Carolina e Daniela Mercury cantam juntas

Ana Carolina convidou Daniela Mercury para fazer uma participação especial no show que apresenta no dia 3 de junho, no Rock in Rio Café, em Salvador. A rainha do axé music, que está na capital baiana para fazer a pré-produção de seu novo álbum, não pensou duas vezes e aceitou de imediato o convite de Ana Carolina. Quem está trazendo essa apresentação para a cidade é Cristiano Rangel, noivo da atriz e apresentadora Luana Piovani.


Fonte: O Dia

Ana Carolina canta Carlinhos Vergueiro

Ana Carolina ligou para Carlinhos Vergueiro pedindo para que ele a ensinasse a cantar Protocolo, um de seus maiores sucessos. Carlinhos, que promete prestigiar os próximos shows da colega, ficou lisonjeado com a homenagem.


Fonte: O Globo

sábado, 19 de maio de 2001

Metrô Do Rio Terá Shows De Bambas Da MPB

Lenine, Zélia Duncan, Alceu Valença, Dominguinhos, Beth Carvalho e Ana Carolina são alguns bambas da MPB que vão se apresentar na estação Carioca do Metrô do Rio, no projeto "Estação da Música". O evento gratuito - que chega à sua terceira edição - acontecerá sempre nas duas últimas quartas-feiras de cada mês (começa na semana que vem), a partir das 12h30m.


Fonte: O dia


sexta-feira, 18 de maio de 2001

Um banquinho e um vozeirão

Mesmo se recuperando de um acidente de carro, a cantora Ana Carolina se apresenta no Canecão neste fim de semana. No repertório, músicas do elogiado CD Ana Rita Joana Iracema e Carolina.


Ela é tímida, mas não quando está cantando. Dona de uma voz forte e afinada, Ana Carolina conquistou uma coleção de elogios da crítica desde que começou. "A garganta mais afiada da MPB", "Jóia rara", "A voz que encantou Chico" são alguns dos elogios que circulam na imprensa especializada.


Chico Buarque, aliás, é um amor à parte. "Um é fã do outro", se derrama a cantora. Mesmo assim, quando está ao lado do seu ídolo, Ana ainda treme de emoção. "Receber um elogio dele é como receber a Cruz de Malta depois de cruzar o oceano".


João Bosco é outro que não dispensa elogios. "A primeira vez que ouvi sua voz fiquei maravilhado", disse recentemente o cantor, que convidou Ana Carolina para gravar o reggae Mama palavra (do CD Na esquina ao vivo).


Aos 26 anos e já no segundo disco, Ana Rita Joana Iracema e Carolina, a cantora e compositora tem suas canções executadas nas rádios do Brasil, cerca de 500 vezes ao dia. O disco também é um estouro em vendas: 100 mil cópias em apenas duas semanas. E além disso já começa a fazer grande sucesso em Portugal.


No novo trabalho, a mineira canta diversas facetas do universo feminino - fragilidades, medos, rancores, paixões e alegrias das diversas "Anas", "Joanas", "Iracemas" e todas as outras mulheres são o ingrediente principal das composições. O álbum ainda traz uma participação especial da Alcione na música Violão e voz e uma regravação de Pra terminar, de Herbert Vianna.


Quem quiser conferir o talento da moça e os sucessos que encantam o público, não pode deixar de assitir ao show que a cantora está fazendo no Canecão nos dias 18, 19 e 20 de maio.


Ana Carolina se apresentará sentada por causa da fratura na tíbia, causada pelo acidente que sofreu no dia 1º de maio. E garante que está bem para cantar. "A produção, não queria que eu fizesse as apresentações, mas bati o pé", disse com sua personalidade forte. "Cantar é uma terapia, é o que gosto de fazer".


"Os fãs podem ficar despreocupados. Parte da minha cabeça está raspada, mas nem vai dar para perceber". Os fãs certamente nem estão preocupados com isso. O bom mesmo é ouvir sua voz. Entre as músicas, Ana irá acrescentar alguns textos para "costurar o espetáculo".



Alexandre Fontoura

Canecão lotado aplaude a estréia da cantora

canecão ana carolina"Vestida com roupas largas, sentada e com os longos cabelos ruivos e cacheados em destaque, a cantora Ana Carolina lembrava Luís XIV, o Rei Sol, ao comandar a massa que foi, anteontem, ao Canecão prestigiar a estréia de seu novo show, "Ana Rita Joana Iracema e Carolina". Em pouco mais de uma hora e meia, a cantora mineira - que permaneceu sentada devido a uma contusão em seu joelho esquerdo, causada por um acidente de carro - mostrou firmeza na voz em sucessos de seu primeiro disco e canções do segundo.


O show começou, com mais de uma hora de atraso, com o palco escuro e uma imensa foto da cantora, tirada da capa do disco, no centro do palco. Aos primeiros versos de "Dadivosa", a foto foi retirada, revelando Ana Carolina, sentada com o microfone nas mãos. Dos dois lados do palco estavam os músicos de maior destaque na banda, o baixista (produtor e diretor musical do show) Dunga à esquerda e o percussionista Da Lua à direita. Após o sample de Maria Bethânia que adorna a canção, Ana pegou um megafone e lembrou diversos nomes de mulheres. Além dos que dão nome ao disco, vários outros estavam escritos pelo cenário. Seguiu-se "Ela é bamba", no tom percussivo que embala as melhores composições da cantora, e o primeiro comentário jocoso a respeito da perna machucada:


- Vocês sabem porque eu estou assim, não é lipo.


Para manter o embalo, emendou dois dos sucessos de seu primeiro disco, "Trancado" e "Garganta", esta em uma versão mais marcada e pesada, que arrancou urros dos espectadores mais animados. A partir daí, o show foi marcado pelas novas canções, como "Que será" (o velho sucesso de autoria de Marino Pinto e Mário Rossi), "Joana", "A câmera que filma os dias" e "Eu nunca te amei idiota".


Ela também mostrou habilidade no pandeiro, principalmente no bis, que começou com "Escurinha", de Geraldo Pereira, emendada com "Armazém", uma das melhores canções de seu CD de estréia. Ela só não foi tão feliz ao repetir a chatinha "Quem de nós dois" no encerramento, na tradicional campanha pela venda do disco, como se a televisão já não martelasse o refrão dúzias de vezes por dia."



Fonte: Bernardo Araujo / O Globo