sexta-feira, 16 de março de 2007

Duplo, álbum mais recente de Ana Carolina ganha versão simples

ana carolina_dois quartosPor questões lógicas, álbuns duplos acabam tendo um preço mais alto do que discos individuais, e, consequentemente, tornam-se de acesso mais difícil ao consumidor. Consciente do fato, a gravadora Sony/BMG colocará “Dois Quartos”, o registro mais recente de Ana Carolina, desmembrado nas lojas.


Lançado originalmente no final do ano passado, o trabalho chegará às prateleiras como dois discos separados. Provavelmente, a divisão das 24 faixas deve seguir o mesmo padrão de sua matriz, descrito como um álbum com voz poderosa, letras ousadas, profundas ou românticas, som pop e rico em arranjos.



Fonte: Canal Pop

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Gal Costa grava música de Ana Carolina

A cantora Gal Costa Depois de Maria Bethânia, Gal Costa é a nova intérprete de Ana Carolina. A cantora gravou a balada Ruas de Outono para a trilha da novela Paraíso Tropical, que estréia em março no lugar de Páginas da Vida.


Foi a pedido do novelista Gilberto Braga, fã de Gal. O que chama atenção é que, na medida em que perde o prestígio da crítica, e seu CD duplo Dois Quartos foi recebido com frieza, Ana Carolina ganha a adesão de vozes importantes para defender suas baladas confessionais.


Se a gravação de Ruas de Outono fizer sucesso na voz de Gal, é capaz de redirecionar a cantora novamente para um estilo de música mais popular que ela havia abandonado em seu CD Hoje.


Fonte: O Dia

terça-feira, 9 de janeiro de 2007

Ana Carolina: Amor e sexo em CD duplo de inéditas

Ana Carolina é corajosa. Numa época em que as gravadoras evitam coletâneas ou discos ao vivo duplos, para não encarecer o produto – e, dessa forma, favorecer a pirataria – a cantora mineira lança o álbum Dois Quartos (Sony-BMG), CD duplo gravado em estúdio, contendo apenas material inédito.


anacarolina-matA ousadia de Ana Carolina é maior que a de Maria Bethânia, que também está lançando dois CDs simultaneamente. Mas os discos da irmã de Caetano, Mar de Sophia e Pirata, são vendidos separadamente, o que facilita a vida do comprador, e pertencem a uma gravadora brasileira, Biscoito Fino, teoricamente menos preocupada com o retorno financeiro do que a multinacional à qual Ana Carolina está vinculada. Em lojas virtuais, Dois Quartos ultrapassa o valor de R$ 40, preço alto para a realidade brasileira.


Essa audácia de Ana Carolina encontra respaldo nos números. De acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), a cantora liderou o ranking de CDs vendidos em 2005, com a coletânea Perfil (Sony-BMG / Globo). Somando o projeto com Seu Jorge, Ana & Jorge – 11º DVD mais vendido no país em 2005, segundo a ABPD – Ana Carolina foi a única artista nacional a contabilizar mais de 1 milhão de cópias comercializadas no ano passado.


Lançar dois discos de uma vez também foi uma forma de Ana Carolina “se redimir” com seu público fiel, pois já se passaram três anos desde o último CD, Estampado.


Mas nem uma nem outra razão justificam tamanha quantidade de músicas. São 24 faixas, somando os dois “lados”, o que torna o álbum cansativo. Ana Carolina poderia, facilmente, ter condensado o repertório, concentrando-o em apenas um ótimo disco.



Dois quartos semelhantes

Como referência ao fato de ser um álbum duplo, Ana Carolina o dividiu em dois CDs teoricamente diferentes. O primeiro, intitulado “Quarto”, seria mais comercial, radiofônico, com o tipo de música a que o grande público está acostumado. O CD 2, “Quartinho”, seria um espaço para experimentações, músicas que não encontrariam espaço no dial e estariam reservadas ao fã mais fiel.


Mas essas supostas diferenças caem totalmente na prática. Ambos os CDs têm seus pontos altos, com músicas boas e potencial para fazer sucesso nas rádios, e momentos menos inspirados, até mesmo desnecessários.


É no CD 1, o “Quarto”, que está a primeira faixa de trabalho, Rosas, com arranjo pop-rock feito por Ana Carolina e Marcelo Sussekind e letra tola de Totonho Villeroy, que pode ser lida sob a ótica homossexual.


O assunto sexo, aliás, nunca foi tão explorado por Ana Carolina. Nas músicas Eu Comi a Madona e 1.100,00 (Nega Marrenta), do CD 1, e Homens e Mulheres, do CD 2, ela expõe sua sexualidade de forma aberta, sem rodeios. A lasciva Eu Comi a Madona ganhou uma versão remix no CD 2, lembrando o álbum Estampado, que trazia o bate-estaca Beat da Beata.


Apesar de tantas surpresas, a maior novidade de Dois Quartos está na voz de Ana Carolina, menos berrada que em CDs anteriores. Por isso mesmo, os melhores momentos do disco estão nas baladas românticas, algumas muito inspiradas.


No CD 1, os destaques vão para Um Edifício no Meio do Mundo, boa parceria de Ana Carolina com Jorge Vercilo, e Aqui, feita com o tradicional parceiro Totonho Villeroy. No CD 2, que abre espaço para arranjos de cordas grandiosos, as canções ficam ainda mais belas.


Doze violinistas participam da faixa Então Vá Se Perder. Já em Corredores é a letra de Ana Carolina, profunda e existencialista, que rouba a cena. Belas e ao mesmo tempo com alto potencial radiofônico, as músicas Carvão e Eu Não Paro são a maior prova de que os dois CDs não são tão diferentes assim.


No “Quartinho” de Ana Carolina há espaço para as instrumentais La Critique e Sen.ti.mentos. A primeira conta com vocalizações feitas pelo africano Lokua Kanza e depoimentos de pessoas internadas em manicômios. No encarte do disco, ela define a música como “um exercício sobre as diferenças”. Esse também é o tema, com outro enfoque, de Tolerância, gravada no CD 1.


Ainda no “Quarto”, Ana Carolina extravasa sua veia crítica e ataca, com versos fortes, os erros e vícios da sociedade contemporânea, nas faixas Nada Te Faltará, O Cristo de Madeira e Notícias Populares.


Mas é cantando o amor que Ana Carolina se sai melhor. Se as várias baladas românticas de seus dois quartos estivessem reunidas em apenas um, seria mais fácil encontrá-las e custaria menos apreciar cada uma delas.


Fonte: Rádio Crisciúma

quinta-feira, 4 de janeiro de 2007

Trilhando o Próprio Caminho

Principal fornecedor de Hits da Ana Carolina, o compositor Antônio Villeroy lança CD e DVD " Sinal dos Tempos", que tem a participação da cantora em duas faixas.


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Fonte: Diário de São Paulo

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

‘‘Tenho uma namorada há cinco anos’’

Um dos nomes de maior sucesso da MPB, a cantora e compositora lança novo disco e, um ano depois de se assumir bissexual, diz que adora ser mulher


ana carolina_3Ana Carolina divide as músicas do álbum duplo Dois Quartos, lançado este mês, em canções de amor e de “não-amor”. As de “não-amor” abordam temas como política, o sistema carcerário e a loucura. Mas é no repertório sobre o amor que a cantora e compositora de 32 anos decidiu mostrar sua face mais ousada. Um ano depois de ter assumido sua bissexualidade, ela recheou o quarto disco solo de sua carreira com músicas como “Eu comi a Madona” – assim mesmo, com apenas um “n” – e “Cantinho”, na qual um narrador masculino canta versos picantes. A licença para ousar é um privilégio conquistado por uma das cantoras de maior sucesso do Brasil. O disco Perfil – Ana Carolina foi o mais vendido do País em 2005, com mais de 650 mil cópias – no mesmo período, também emplacou 276 mil cópias do CD e 108 mil do DVD Ana e Jorge, em dueto com Seu Jorge. Com o lançamento de Dois Quartos, Ana terá que deixar o Saia Justa, do canal GNT, em janeiro, após seis meses no programa.


Dois Quartos tem músicas como “Eu Comi a Madona” e “Cantinho”, escrita com uma visão masculina. Resolveu escrevê-las após ter assumido sua bissexualidade?




Cantinho” e “Eu Comi a Madona” foram escritas agora. “Eu Comi a Madona” é uma vontade, como se eu fosse um homem contando uma transa. É uma coisa mais reta, sem poesia, que é como encaro os homens. Meus melhores amigos são homens, gosto dessa retidão deles. Senti que podia usar a minha virilidade para contar uma transa com uma mulher. “Cantinho” também é uma visão masculina. A sexualidade é tão travada no Brasil! Quando você abre uma vírgula para qualquer questão sexual, todo mundo fala. “Madona” e “Cantinho” estarão no show. Vão ter que tapar os ouvidos, se não quiserem ouvir.



Gravá-las nesse disco foi uma forma de auto-afirmação?

Fiz essas canções inconscientemente. Foi uma tentativa de entender o universo masculino sob a ótica de uma mulher. Por mais que eu diga que goste de homens e mulheres, sou mulher. Adoro ser mulher e não trocaria isso. Mas a sensação de ser o cara é instigante.



Madonna é um sonho de consumo?

Eu poderia dar uma comidinha, sim. Mas não é meu sonho
de consumo.


E quem é?

Ninguém, mas eu me comeria muito. Eu me causo muito tesão.
O meu homem me comeria muito.


Está namorando?

Tenho uma namorada há cinco anos. Não quero falar quem é e prefiro não dizer o que ela faz. Mas é ótimo manter um relacionamento por tanto tempo.



Pensa em ter filhos?

Tenho muita vontade de ter, mas não por inseminação artificial. Gostaria de gerar mesmo, transar com um cara. Tenho 32 anos, adoraria ter antes dos 40.



Muitos homossexuais reclamam por você não levantar bandeiras, como apoiar a Parada Gay. O que acha disso?

Uma coisa que acho bacana é institucionalizar o casamento entre iguais. Quando o parceiro morre, tudo o que os dois conseguiram fica com a família e isso eu acho terrível, horripilante. Se precisarem de mim para ajudar a regulamentar o casamento, estou à disposição. Só não acho que, quando o homossexualismo for aceito, a gente tenha que torná-lo obrigatório. Porque os homossexuais falam assim: “Você tem que ser (gay), é bom. Você é incubado, é enrustido”. Não gosto desse preconceito dos gays contra os heterossexuais. Todos têm que ter direitos: os heterossexuais, os homossexuais, os transexuais, pansexuais. O cara que quer transar com uma boneca tem o direito dele, assim como a mulher que casa com um vibrador, com cachorro. A sexualidade precisa ser livre.



Mudou alguma coisa depois que assumiu sua bissexualidade?

Não. Quem está do meu lado há muito tempo, sabia o que eu pensava. Mas várias pessoas passaram a conhecer o que eu pensava e isso foi importante. Penso em alguém que goste da minha música e que pense assim: “Adoro a música dela, mas ela transa com homens e mulheres. Ah, mas não vou parar de gostar dela por causa disso!”. Você faz a pessoa pensar e talvez aceitar um gay, um bissexual na família.



Outras cantoras na MPB são homossexuais ou bissexuais, mas não assumem. Acha que pode ajudá-las a quebrar a barreira?

Poderia ser bom, se abrisse. Se você perguntar a qualquer cantora dessas aí, elas vão dizer: “Não quero falar sobre minha vida pessoal”. Mas querem falar da vida pessoal nas letras! Não julgo ninguém. Quem não quer falar, tudo bem. É um direito de cada um. Eu só não estou nem aí para isso.



Prefere se relacionar com homens ou mulheres?

Atualmente, me relaciono com uma mulher. Mas já gostei muito de me relacionar com homens, especialmente na cama. Já gostei das transas com homens, é o que mais me chama atenção.



Como está sendo participar do Saia Justa?

Divertido. Saio do universo musical, que me consome bastante. Componho todos os dias, me encontro com produtores, faço shows e o programa me tira desse universo. Discuto sobre guerra, comportamento, pesquiso outras coisas. Eu me descubro muito. Talvez possa voltar em outra oportunidade, quando tiver um novo hiato na minha carreira.



A Maitê Proença disse à Gente que todas vocês precisavam se gostar mais para relaxarem no programa. Concorda?

Talvez ela precisasse gostar mais da gente para estar ali. Tive uma empatia rápida com a Betty (Lago) e, em seguida, com a Márcia (Tiburi), a Mônica (Waldvogel) e a Maitê. Eu e a Maitê saímos do Rio geralmente no mesmo vôo, já vamos dando risada no avião. A Betty chega um pouco depois, porque tem o cabelo mais curto, não precisa de tanto tempo de preparação. A Mônica é a pessoa mais relaxada do mundo, pode cair uma bomba do lado dela que ela está tranqüila. E a Márcia acrescenta: está sempre buscando um novo porquê, um livro que ela leu. É aquele olhar de filósofa, muito bacana. Já estou com saudade delas.



Você tem fama de ser muito exigente nos bastidores. É verdade?

ana carolina_4Sou exigente em tudo que faço. No Saia Justa, não preciso ser, porque a equipe é muito boa. Mas sou exigente com as pessoas que trabalham comigo. Sou impaciente com quem não tem talento para o que se propõe a fazer. E tenho uma enorme paciência com gente que é estrela, é antipática, mas tem talento. Se tiver, passo por cima de tudo, agüento estrelismo. Prefiro maquiador estrela que faz uma pintura no seu rosto do que maquiador bonzinho que trabalha mais ou menos.



Você e o Seu Jorge brigaram após o lançamento do álbum Ana e Jorge, no ano passado?

Mentira. Ele me ligou um dia desses e falou: “Estão dizendo que a gente tem um caso, vamos confirmar?”. Eu disse: “Vamos!”. Então quero dizer para você que a gente está tendo um caso. Isso (a notícia de que teriam brigado) surgiu a partir de uma nota maldosa, como há pouco tempo saiu que havia uma pessoa da minha família hospitalizada. Internet é terra de ninguém.



Continua fazendo psicanálise de costas para o analista?

Agora estou encarando mais (o analista). Quando você faz terapia, está falando com você mesmo. Tem que se ouvir e precisa ter um interlocutor que agüente isso, que é o terapeuta. Ele pontua de vez em quando, mas na verdade é você que está se ouvindo. E isso pode ser feito de frente, de costas, de lado. Faço psicanálise há dez anos, foi importante para eu me conhecer. Faço uma vez por semana e, quando estou em turnê, faço por telefone.



Você é diabética. Como controla a doença em meio à rotina desregrada da carreira?

Sou diabética desde os 16 anos e sempre fui responsável em relação a isso. A diabete ajudou a moldar minha personalidade, a ser uma pessoa organizada, disciplinada. Era um momento de transição de adolescente para adulta. Logo eu iria fazer 18 e começar a votar. Hoje, faço exercícios regularmente, tomo insulina e tenho um aparelho de medição de glicose. Quando estreei no Saia Justa, dei quadros pintados com as fitinhas (fitas nas quais o paciente deposita o sangue e que, inseridas no aparelho, indicam o nível de glicose) para as meninas. Costumo fazer essa colagem com as fitas. É uma maneira de reaproveitá-las e também de brincar com isso. Acabo me divertindo.



Fonte: Isto é gente

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Bi, rumo ao Tri

Maior vencedora de Cds do Brasil, a polêmica Ana carolina quer o terceiro sucesso em sequência


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ACb (59)


Fonte: Revista época

No quarto de Ana Carolina

ana carolina_dois quartos“Dois quartos”, novo e quarto álbum de Ana Carolina acaba de ser lançado pela Sony & BMG. O lançamento é duplo e traz duas faces da cantora. De um lado, a cantora apresenta “Quarto”, com canções mais voltadas para o pop. “Quartinho”, o segundo CD, é quase um lado B. Ana Carolina ousa, experimentando novos sons e novas idéias. Uma das canções que compõe “Dois quartos” é a já conhecida dos fãs, “Rosas”, composta por Antônio Villeroy.


Com 23 canções ao todo, “Dois quartos” é produto de uma fase inspirada e criativa que a própria Ana Carolina define: “Sou uma compositora compulsiva e gosto muito disso”. Confira o repertório de “Dois quartos”:



CD 1 - Quarto
01. Nada Te Faltará
02. Tolerância
03. Ruas de Outono
04. Aqui
05. Rosas
06. Um Edifício no Meio do Mundo
07. Vai
08. O Cristo de Madeira
09. Eu Comi a Madona
10. 1.100,00 (Nega Marrenta)
11. Chevette
12. Notícias Populares

CD 2 - Quartinho
01. La Critique (Instrumental)
02. Então Vá Se Perder
03. Carvão
04. Manhã
05. Homens e Mulheres
06. Corredores
07. Sen.Ti.Mentos (Instrumental)
08. Cantinho
09. Eu Não Paro
10. Claridade
11. Milhares de Sambas
12. Eu Comi a Madona (Remix)

Fonte: Território da Música