sexta-feira, 27 de julho de 2007

"Meu estilo é: faço o que gosto"

ana_carolina3Uma das cantoras mais festejadas - e que mais vendem discos no Brasil - Ana Carolina diz que seu novo show é power pop, confessa que adora que seus fãs sejam escandalosos e afirma que ter assumido sua bissexualidade melhorou sua relação com o público.



ÉPOCA - Como é ser uma das cantoras mais amadas do Brasil?
Ana Carolina - Faço o que posso para merecer. Me sinto honrada!

ÉPOCA - Seu show é bastante eclético. Como você o classificaria, dentro da sua carreira?
Ana Carolina - Eu diria que é power pop: toco baixo, guitarra, violão, pandeiro e piano. A banda tem nove componentes e o repertório é um apanhado de todos os meus discos, que trazem desde as baladas mais suaves ao rock pesadão. Canto também duas canções gravadas por outras intérpretes como Eu que não sei quase nada do mar (Ana Carolina/ Jorge Vercilo), gravada por Maria Bethânia, e Cabide (Ana Carolina), gravada por Mart'nália. Faço três regravações: Fever, Eu sou melhor que você e Três (Marina Lima e Antonio Cícero).

ÉPOCA - O quanto você mantém de seu estilo de começo de carreira?
Ana Carolina - Tudo, porque o meu estilo é: faço o que gosto! Minhas influências são muitas e vão do samba ao techno, portanto sou uma condensadora de estilos e gosto de me sentir assim.

ÉPOCA - Seu público é bastante escandaloso - grita, elogia, canta junto bem alto. Você gosta?
Ana Carolina - Claro que sim! Quando estou no palco e vejo que minhas músicas dão sentido à vida daquelas pessoas que me assistem, instantaneamente essas pessoas atribuem sentido às músicas que faço.

ÉPOCA - Ter assumido sua bissexualidade publicamente mudou, de alguma forma, sua maneira de se relacionar com o público?
Ana Carolina - Para melhor. A sinceridade é minha arma contra a hipocrisia.

Fonte: Época

terça-feira, 24 de julho de 2007

Rodrigo Bittencourt lança "As pequenas coisas"

Rodrigo Bittencourt estará lançando seu segundo disco em agosto intitulado de Coleção de Amores.


Dentre as faixas estará uma chamada de " As pequenas coisas" que foi composta e  liberada por Ana Carolina.



rodrigoAs pequenas coisas

Ser melhor está nas pequenas coisas
Ser melhor está
O não não é melhor que as pequenas coisas
As pequenas coisas não importam
Pro desatento
O desatento não está desconte
O descontente quer algo maior
O maior não é melhor que as pequenas coisas
O detalhe é o negro no fundo do quadro
O quadro tem o tom dos vestido da mulher
A mulher com a cara cheia de Avon
A vontade de ser melhor

Equipe Donana Carolina

domingo, 22 de julho de 2007

Grandiloquência que leva à catarse

Dois quartos: Roteiro e Produção feitos para funcionar em grandes teatros e conquistar os fãs


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ana_carolina_oglobo



Fonte: O Globo

Ana Carolina leva vips a show

0,,11202584,00Ana Carolina levou mais vips a seu show na noite deste sábado, 21. O mineiro Milton Nascimento, o casal Maurício Mattar e Paola Oliveira, as atrizes Ana Beatriz Nogueira e Lúcia Veríssimo, o ator Daniel Del Sarto e Antônio Pitanga e Benedita da Silva estiveram no Canecão para conferir a performance da cantora que vem lotando a casa.


Além dos famosos, Ana levou à casa de shows uma legião de fãs histéricos, com todas as músicas na ponta da língua.


Até uma sósia de Ana esteve na platéia. Na entrada do show, outros fãs gritavam “Ana” e “linda” para a cover, que fazia poses, felicíssima.


Paola Oliveira chegou de mãos dadas com a sogra, Liedir. “Já fui ao show da Ana há muito tempo, no ano 2000, mas agora já é uma outra Ana, mais potencializada”, disse Maurício. FÃS E AMIGOS


Já Lúcia Veríssimo disse freqüentar muitos espetáculos e ter assistido a todos os de Ana.


0,,11202581,00O cantor Milton Nascimento revelou ser amigo pessoal de Ana, a quem vê em Minas. No entanto, essa foi a primeira vez que ele assistiu a uma apresentação da cantora no palco.


“Ela é muito boa em tudo. Esse é um espetáculo que não poderia deixar de ver”, disse. Miltom também revelou que ainda não compôs nada em parceria com Ana, mas que isso pode vir a acontecer. “Gostaria muito”, disse o cantor.


Citada como sua música preferida do repertório de Ana por Maurício Matar, “Rosas” abre o show de Ana e volta no bis, empolgando a platéia.


A cantora se solta no palco dançando a canção que diz que “toda mulher gosta é de rosas”. Muitas fãs também carregam a flor nas mãos para entregá-la à cantora.


As rosas também fazem parte de um dos momentos mais emocionantes do show. Uma enorme cortina de rosas vermelhas se estende pelo palco enquanto Ana canta, ao piano, a música “É isso aí”.


Fonte: Ego

Dois Quartos: Roteiro e produção feitos para funcionar em grandes teatros e conquistar fãs

Grandiloqüência que leva à cartase

rio17Num Canecão superlotado, Ana Carolina confirmou a força de seu estilo exagerado na noite de quinta feira, na estréia de "Dois Quartos". O clima era de delírio, com fãs igualmente exagerados gritando os habituais "poderosa", "tira a roupa", "eu te amo" etc.


Gosta-se ou não do trabalho de Ana Carolina, ela mostra no palco por que é cantora e compositora de maior sucesso na música brasileira do século XXI: abusa da dramaticidade em seu canto, com a afinação sempre perfeita; as letras das canções têm como temas preferenciais o sexo e as paixões amorosas; enquanto o instrumental de sua ótima banda apela quase sempre para a grandiloqüência. O resultado? Um power pop (mesmo que passe até pelo samba, como Cabide, feito sob medida para Mat'nália) para funcionar em grandes teatros.



Roteiro bem amarrado conduz ao óbvio clímax

Tal receita poético-musical é reforçada pela direção de Monique Gardenberg e Guilherme Leme num roteiro que, bem amarrado, alterna na primeira metade diferentes gêneros _ do tango "Três" (de Marina Lima e Antonio Cícero) à balada suave "Carvão" (Ana Carolina) ou à guarânia "Eu que não sei quase nada do mar" (Ana Carolina e Jorge Vercilo) _para depois enveredar por canções pop de leveza mais pesada, que deságuam num óbvio clímax. Os cenários de Gringo Cardia, com uma cortina de espelhos ao fundo, mudando de cor dependendo da iluminação de Maneco Quinderé; e as projeções usadas em alguns momentos completam o aparato de “Dois Quartos” no palco.


Se o disco duplo homômico _lançado no segundo semestre do ano passa pela Sony BMG _ oferecia outras facetas de Ana Carolina, com algumas faixas flertando com a sutileza da Bossa Nova, outras com experimentalismo, o show que agora chega no Rio, depois de sua estréia polêmica, há um mês, em Belo Horizonte, não arrisca. É Ana Carolina para as massas. E a tal polêmica, a projeção de cenas pretensamente eróticas durante a música “Eu comi a Madona” parece factóide: os trechos de filmes de Bettie Page nos anos 50 não têm nada de escandalosos, ainda mais ao lado da ousada letra de Ana Carolina, Mano Melo, Antonio Villeroy e Alvim L., com versos como “Me esquenta com o vapor da boca/ E a fenda mela/ Imprensando minha coxa/ Na coxa que é dela/ (...)/ É dessas mulheres pra comer com dez talheres/ De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé.”



Fãs exaltados interrompem até as falas da cantora

“Eu comi a Madona” é, aliás, uma das mais fracas do novo disco. Mas, apelativa que é, teve direito a nova dose tanto no disco (remixada pelo DJ Zé Pedro) quanto no show, fechando a noite como segundo número do bis. Já o sucesso “É isso aí” (versão que Ana Carolina e Seu Jorge gravaram para “The blower’s daughter” de Damien Rice) ficou menos insuportável com Ana Carolina acompanhado-se ao piano e o violão celo de Iura Ranevsky ao fundo. Insuportável mesmo era aturar os fãs mais exaltados que berravam e até interrompiam as falas da cantora, que, em certo momento pediu: “Menos”. Fãs que, em sua balbúrdia, ignoravam o solo de violão celo antes do momento à la Maria Bethânia, no qual Ana Carolina declama trechos do poeta gaúcho Fabrício Carpinejar e do russo Boris Pasternak. Por falar em Bethânia, antes de “Eu que não sei quase nada do mar”, Ana Carolina contou da surpresa que foi receber o telefonema da cantora baiana pedindo uma canção que teria o mar como tema _tudo certo, não fosse o fato dela ter omitido o nome do parceiro Vercilo.


Detalhes que, no entanto, não incomodam o público-alvo da cantora, que parece experimentar uma catarse.


Fonte: O Globo

Sósia tumultua show de Ana Carolina no Rio

suelenRIO - Um sósia de Ana Carolina agitou a platéia do show do polêmico show Dois Quartos da cantora na noite deste sábado no Rio de Janeiro. Na entrada do show, fãs gritavam "Ana" e "linda" para a cover.


O espetáculo "Dois Quartos" é dirigido pela cineasta Monique Gardenberg e pelo ator Guilherme Leme. Ana canta a provocante "Eu Comi a Madonna". No telão, um vídeo mostra a musa sadomasoquista Bettie Page em cenas quentes com outra mulher.


O show de Ana Carolina reúne 20 canções, entre elas Pra Rua me Levar, Encostar na Tua, Rosas, Uma Louca Tempestade e Cabide, gravada por Mart'nália, entre outras.


Fonte: Terra

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Estréia carioca de Ana Carolina foi comportada

anashow1


Muito barulho por nada. A julgar pela estréia carioca do show Dois Quartos, de Ana Carolina, na noite de ontem, não havia motivo para tanto tititi virtual entre o público da artista por conta de um tom supostamente obsceno do início do espetáculo. Dirigida com requinte por Monique Gardenberg, a cantora apresentou um show até comportado. Os vídeos de carinho lésbico exibidos em Eu Comi a Madona são tão inocentes que poderiam passar na Sessão da Tarde. Foi o único momento mais quente de um show cujo calor veio sobretudo da platéia turbinada por fãs fiéis. O roteiro reeditou a irregularidade do disco duplo que batiza e inspira o show. Mas houve bons momentos, como o samba Cabide e Eu que Não Sei Nada do Mar. A propósito, Ana tem dado suas melhores músicas para outros intérpretes. Sinal de generosidade, mas, se tivessem entrado no CD Dois Quartos, as duas músicas citadas jogariam o álbum para cima.


Fonte: Estúdio Online